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Flamengo vai faturar mais de R$ 900 milhões, mas ainda não será 1º brasileiro no 'clube do bilhão'

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Flamengo, exclusivo: Vice de finanças revela receita de mais de R$ 900 milhões em 2019 (0:42)

Wallim Vasconcellos falou da quase entrada do time no 'clube do bilhão' (0:42)

O Flamengo deve fechar 2019 com receitas na casa de R$ 930 milhões. A informação foi revelada pelo vice-presidente de finanças do clube, Wallim Vasconcellos, em entrevista exclusiva à ESPN Brasil em Doha, no Catar, onde a equipe está para a disputa o Mundial de Clubes.

Segundo o dirigente, é certo que o faturamento na temporada ultrapassará os R$ 900 milhões, mas ainda não baterá R$ 1 bilhão, marca inédita para um clube brasileiro.

“O faturamento de 2019 certamente será superior a R$ 900 milhões, algo entre R$ 930 milhões, por ai”, disse Wallim. “Isso sem contar, se tudo der certo, um possível título mundial, que daria mais um pouquinho. Ainda não alcança R$ 1 bilhão, mas está lá perto, e a gente espera que nos próximos anos a gente seja o primeiro clube brasileiro a alcançar R$ 1 bilhão. Vamos trabalhar para isso.”

A expectativa pela entrada no 'clube do bilhão' se deu pelo ano amplamente vitorioso do Flamengo dentro de campo, com premiações acima do previsto, principalmente, com os títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores – além disso, o time venceu o Carioca.

O site especializado 'Bons Investimentos' chegou a fazer uma previsão, bem otimista, de que o clube pudesse ultrapassar a marca inédita e entrar no 'clube do bilhão' este ano.

O bom desempenho do time de Jorge Jesus também engordou os ganhos com bilheteria e sócio-torcedor, com o Flamengo fechando com média de público superior a 50 mil por jogo.

Em documento publicado na última sexta-feira em seu site oficial, com a previsão orçamentária para 2020, o Flamengo também apresentou a projeção do resultado de 2019. O valor, porém, ficava abaixo dos R$ 900 milhões: receita bruta recorde de R$ 857 milhões.

Para 2020, aliás, segundo o orçamento, o clube prevê ter R$ 138 milhões disponíveis para investimento em contratações de jogadores e uma receita bruta de R$ 726 milhões.

Há uma expectativa de aumento de receitas em patrocínios, publicidade e royalties ( de36%, de R$ 97 milhões para R$ 126 milhões); em bilheteria (de 17%, de R$ 97 milhões para R$ 108 milhões); e do sócio-torcedor (de 47%, de R$ 65 milhões para R$ 96 milhões). Há a previsão de arrecadar R$ 80 milhões em vendas de jogadores.

A apresentação ainda coloca, para efeitos orçamentários, alcançar as "fases finais" de campeonatos nacionais (Brasileiro e Copa do Brasil) e, no mínimo, as semifinais em competições internacionais.