O Palmeiras será o quinto grande clube de Mano Menezes, 57. Apesar da vinda dele ter gerado uma atmosfera que mistura rejeição e desconfiança dos torcedores alviverdes, o gaúcho tem um trunfo. Entre os profissionais em atividade no Brasil com passagem pelos grandes, ele ostenta quase 100% de títulos por cada time que comandou.
Dos quatro grandes que já treinou, só não foi campeão pelo Flamengo. Levantou taças no Grêmio, no Corinthians e no Cruzeiro, onde estava até outro dia. Pensando em aproveitamento, ele tem 75%.
Tirando Mano da lista, o técnico com melhor desempenho (pensando em quantidade de grandes que treinou por títulos conquistados por diferentes grandes) é Vanderlei Luxemburgo, que hoje está no Vasco da Gama.
Luxemburgo treinou nove dos 12 gigantes do país (Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Santos e Vasco) e foi campeão por seis deles (Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras e Santos). E com títulos importantes. Falta para ele apenas um Mundial de Clubes e uma Libertadores, sua cobiças.
Desde 2016 na seleção brasileira, Tite é o segundo com melhor desempenho. Trabalhou em cinco grandes (Atlético-MG, Corinthians, Grêmio, Internacional e Palmeiras) e foi campeão em três deles (Corinthians, Grêmio e Inter).
Vale lembra que a boa posição no ranking não reflete necessariamente que tudo sempre tenha dado certo.
Por exemplo, até hoje Tite reconhece que teve culpa na queda do Atlético-MG, em 2005, e muitos atleticanos também pensam assim. Em 2006, não estava bem no Palmeiras e saiu após se desentender com o diretor Salvador Higo Palaia.
Um dos casos que chama à atenção é de Oswaldo de Oliveira, hoje no Fluminense. É o único a trabalhar em dez dos 12 grandes nacionais. Faltam Grêmio e Internacional para ele. Mas foi campeão somente por três (Botafogo, Corinthians e São Paulo).
O desempenho dele só não é o pior porque Celso Roth, que treinou nove equipes (Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos e Vasco), foi campeão somente por um, no caso o clube colorado.
Ao menos os títulos o orgulham: Copa Libertadores (2010), Copa Sul (1999) e dois Gaúchos (1997 e 1999).
EXPLICANDO O RANKING
O levantamento do ESPN.com.br considerou as 12 equipes mais tradicionais do país --como apontam a maioria dos rankings nacionais por título, número de torcedores e/ou presença na mídia--, treinadores que estão em atividade e profissionais que tenham trabalhado em pelo menos cinco dos 12 clubes listados.
Por isso estão ausentes nomes consagrados do futebol nacional, como Zezé Moreira, Mario Travaglini, Oswaldo Brandão, Ênio Andrade, entre outros, que já morreram, e também Muricy Ramalho, Emerson Leão, Ricardo Gomes, Paulo Autuori e Antônio Lopes, que se aposentaram ou mudaram de função, trabalhando como coordenadores/supervisores técnicos.
Joel Santana aparece entre os nomes porque ele mesmo diz que ainda não se aposentou.
Técnicos com menos tempo de carreira ou que não chegaram a treinar ao menos cinco dos grandes do país também estão fora. São os casos de Renato Gaúcho e Luiz Felipe Scolari, que treinaram três dos 12 grandes cada um, e Fábio Carille, que até agora teve/tem no Corinthians sua única experiência como treinador em solo tupiniquim.
