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Palmeiras: veja como foram os três anos de Mano no Cruzeiro

Quando se desligou do Cruzeiro, em 7 de agosto, Mano Menezes, o novo técnico do Palmeiras, não se furtou de fazer autocrítica. Deu, inclusive, razão às reclamações da torcida celeste.

“Achei justo o xingamento. Não ganha, não ganha, não ganha, o sujeito que escala, escolhe jogadores e toma decisões não está sendo competente. Longe de mim achar que o torcedor tem que ser passivo nesta hora", disse o técnico, antes de cravar: "Mas o balanço é bom, três anos com quatro títulos, é um bom desempenho”.

A declaração de Mano é mesmo um bom resumo do que foi a passagem recente dele pelo clube. Em que pesem os insucessos recentes, com eliminações na Copa Libertadores e Copa do Brasil, além do desempenho ruim no Campeonato Brasileiro, o técnico conquistou títulos e números importantes à frente do time.

Por outro lado, recebeu muitas críticas da torcida por ter montado times muito defensivos, sempre pragmáticos e com ataques muito pouco efetivos.

RECORDES

Quarto técnico que mais dirigiu o Cruzeiro (atrás de Ilton Chaves, Levir Culpi e Niginho), Mano teve no Cruzeiro a sua passagem mais longeva por um clube.

Há, porém, marcas negativas. Na eliminação para o Internacional na Copa do Brasil, o Cruzeiro chegou a oito jogos sem fazer gol. O recorde negativo anterior era de cinco jogos e vinha de 1992.

Mais do que isso, o Cruzeiro de Mano havia conseguido uma única vitória em 18 jogos quando deixou o clube. Com essa sequência, o time foi eliminado da Libertadores (nos pênaltis, com dois empates sem gols) e chegou à zona de rebaixamento no Nacional.

TORNEIOS DE MATA-MATA

Nas competições eliminatórias, teve desempenho misto. Se é verdade que conquistou duas vezes a Copa do Brasil, também falhou em avançar em duas Libertadores e uma Sul-Americana.

Na Copa do Brasil de 2017, eliminou, na sequência, o Palmeiras campeão brasileiro e o Grêmio, que viria a ser campeão da Libertadores. Na final, ganhou do milionário Flamengo.

Em 2018, derrubou pelo caminho Santos, novamente o Palmeiras, que viria a ser campeão brasileiro, e o Corinthians, na casa do rival, na finalíssima.

Mas, na atual temporada, perdeu a primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, fora de casa, resultado que acabou lhe custando o cargo.

Na Libertadores e na Copa Sul-Americana, o desempenho de Mano não foi dos melhores nessa passagem. Em 2017, perdeu nos pênaltis para o Nacional-URU e foi eliminado ainda na primeira fase da Sul-Americana, que era meta do clube.

Um ano depois, nas quartas-de-final da Libertadores de 2018, caiu ante o Boca. Na edição atual, foi eliminado pelo River Plate ainda nas quartas de final.

BRASILEIRO

Se teve relativo sucesso nos torneios de mata-mata, o mesmo não se pode dizer dos campeonatos por pontos corridos, nos quais o Cruzeiro sempre foi coadjuvante durante a Era Mano.

O técnico chegou ao Cruzeiro em julho de 2016 para tentar evitar o rebaixamento do time à Série B. Assumiu o lugar que era do português Paulo Bento, que levou o time ao 19º lugar, com 15 pontos em 16 rodadas.

Com um esquema bastante defensivo, Mano colocou o Cruzeiro na 12ª posição, com 51 pontos. Foram 22 jogos: dez vitórias, seis empates e seis derrotas

Em 2017, o clube perdeu o foco no Nacional para apostar na Copa do Brasil. Com 57 pontos, o Cruzeiro foi o quinto. Somou 15 vitórias, 11 empates e 11 derrotas.

No ano seguinte, um desempenho bem parecido, tendo somado 53 pontos, ficando em oitavo. Mais uma vez, pesou o fato de o clube ter começado a avançar na Copa do Brasil.

Com 34 gols, o time teve o quarto pior ataque da competição. Em compensação, teve a quinta melhor defesa, com saldo zero e o mesmo número de gols sofridos.

ESTADUAIS

No Estadual, foram também dois títulos. Em 2018, bateu o rival Atlético-MG na final. Neste ano, repeteco: título em dois jogos contra o Galo.

Mas, por outro lado, perdeu o Mineiro de 2017 para o rival.