Técnico mais vitorioso da história do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari se despediu do clube nesta segunda-feira, dando fim a sua terceira passagem com as cores do alviverde.
Foram 403 dias nesta terceira passagem, que começou em julho de 2018, e teve ao longo do caminho com relação de amor e ódio da torcida, questionamentos sobre o estilo de jogo e um título do Campeonato Brasileiro.
O (re) começo
Felipão chegou ao Palmeiras em julho de 2018, quando o time era apenas o sexto colocado no Campeonato Brasileiro, oito pontos atrás do então líder, Flamengo.
No Brasileiro, Felipão conduziu o clube paulista a uma arrancada incrível, ficando invicto até o título, com 16 vitórias e seis empates. O sonho da tríplice coroa, no entanto, ficou pelo caminho, já que o Palmeiras caiu nas semifinais da Copa do Brasil (para o Cruzeiro) e Libertadores (para o Boca).
Mais investimento, mas sem encantar
Virou o ano, e o Palmeiras seguiu investindo pesado em reforços. Zé Rafael, Ramires, Henrique Dourado, Ricardo Goulart (que saiu após poucos meses), Victor Hugo, Felipe Pires, Carlos Eduardo e Luiz Adriano foram alguns nomes que chegaram em 2019.
Ainda assim, o começo de ano foi frustrante, principalmente após uma derrota em pleno Allianz Parque para o Corinthians, no dia 2 de fevereiro, pelo Campeonato Paulista. Além disso, o Palmeiras foi eliminado também em seu estádio no Estadual, na semifinal contra o também rival São Paulo.
Acima do alto investimento, um dos motivos de crítica de imprensa e torcida contra Felipão era o estilo de jogo do Palmeiras, sem encantar, apesar do alto investimento.
Favorito no Brasileiro?
O começo no Brasileiro foi avassalador, com oito vitórias e um empate nas nove primeiras rodadas, incluindo um 4 a 0 no Santos de Sampaoli. Isso fez o Palmeiras ir para a pausa da Copa América líder no Brasileiro com cinco pontos de vantagem para o Santos, se concretizando como um dos favoritos ao título.
O começo do fim e ameaça de morte
A pausa para a Copa América era a oportunidade perfeita para Scolari trabalhar em cima do time. Mas desde o recesso, o Palmeiras entrou numa sequência que culminou na demissão de Felipão.
A eliminação nos pênaltis para o Internacional nas quartas da Copa do Brasil e a virada incrível sofrida no Pacaembu para o Grêmio na Libertadores, depois de ter vencido em Porto Alegre por 1 a 0, fizeram o treinador começar a balançar.
No meio do caminho, surgiram até ameaças de morte da torcida em direção ao treinador na porta do CT do clube.
E depois da derrota de domingo por 3 a 0 para o Flamengo no Maracanã, Felipão fez seu último jogo pelo Palmeiras, encerrado uma sequência trágica pós-Copa América de apenas duas vitórias, quatro derrotas e seis empates.
As críticas: 403 dias, nenhuma virada, Deyverson
Nos 403 dias desta passagem de Felipão pelo Palmeiras, o técnico acumulou 76 jogos, com 46 vitórias, 21 empates e 9 derrotas, além do título Brasileiro. E desses 46 triunfos, nenhum veio de virada, com o clube alviverde sendo incapaz de reverter quando saiu atrás do placar.
Outras críticas que o técnico sofreu foram relacionadas ao estilo de jogo “feio” e às insistências em Deyverson no comando do ataque.
