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São Paulo não pretende vender Reinaldo: quantia, dependência e preferência do técnico pesam

A quantia, a dependência na lateral esquerda e uma conversa/pedido do técnico Cuca são as principais razões para o São Paulo manter-se firme e não negociar Reinaldo. O jogador interessa ao Al-Ahli, da Arábia Saudita, que teve uma proposta de 2,5 milhões de dólares (cerca de R$ 10,2 milhões) recusada há duas semanas.

O valor é parte importante nessa história. A diretoria do São Paulo considerou as cifras irrisórias e não quis conversar. Dentro do clube, há quem afirme que o cenário pode mudar de figura se os sauditas oferecerem quatro vezes mais (o que significaria R$ 41,6 milhões), valor que seria indispensável e ajudaria financeiramente o clube.

Uma nova investida dos sauditas já foi mais provável, embora eles tenham feito apenas uma proposta. A janela no país fechará no próximo dia 31. A tendência é que eles busquem uma alternativa no Brasil se não fecharem com Reinaldo.

Além dos valores, outros dois fatores foram ponderados no São Paulo. Cuca gosta de Reinaldo e entende que o time depende do jogador para manter-se competitivo no Campeonato Brasileiro. A equipe está na quarta colocação, com 30 pontos (três abaixo de Flamengo e Santos, os dois primeiros colocados, respectivamente).

Na última terça-feira, o treinador conversou com jogador e reforçou o quanto o lateral é importante para o time. Tanto que, nos últimos jogos em que foi titular, acabou recebendo também a faixa de capitão.

Sem ele, as opções para o treinador na lateral esquerda são Léo Pelé ou improvisar Liziero (na base já atuou como lateral esquerdo) e Juanfran também (tem versatilidade para jogar nas duas, embora Cuca o prefira na direita).

A procura do Al-Ahli também fez bem para Reinaldo. Há conversas para que o contrato dele seja prolongado.

A reportagem não conseguiu confirmar o tamanho do novo vínculo e também se haverá aumento.