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Ordem de despejo, carro vendido e funcionários demitidos: capitão detalha crise no Figueirense até W.O.

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Caso Figueirense: Mauro vê desunião no futebol brasileiro, cita jogador que minimizou atraso de salário e lembra episódio na Argentina (4:41)

Clube está devendo salários aos jogadores, que deram W.O em partida contra o Cuiabá (4:41)

Na última terça-feira os jogadores do Figueirense se negaram a entrar no gramado da Arena Pantanal, perdendo a partida contra o Cuiabá por W.O.. Neste sábado, contra CRB, este risco está descartado, mas não pelas questões financeiras estarem resolvidas.

Em entrevista ao UOL, o volante Zé Antônio descreveu as condições vividas pelo elenco. Segundo o jogador, os jogadores profissionais estão com um salário de carteira vencido no último dia 5, além de dois pagamentos atrasados de direitos de imagem, que podem ser três neste dia 25.

“No ano passado, na reta final, faltando 3 ou 4 jogos, tinha gente chorando na frente porque estava com ordem de despejo em casa, com mulher e dois filhos pequenos, gente tendo que vender carro”, descreveu o jogador ao portal.

Zé Antônio contou que alguns funcionários do setor administrativo foram demitidos ao perguntarem sobre o salário, e muitos com anos de trabalho no clube foram atrás do FGTS e descobriram que não estava depositado.

Questionado sobre uma possível falta de questões estruturais, como comida e transporte, o jogador afirmou que nunca faltou nada na alimentação, mas destacou que a cozinha é terceirizada e está com pagamentos em atraso também, assim como o transporte para a base e o profissional.

Zé Antônio agradeceu aos torcedores pelas mensagens que receberam nos últimos dias e disse que espera que as pessoas entendam os motivos que levaram à atitude extrema na última terça-feira, que não será repetida neste final de semana.

“A questão do W.O. está descartada. Ninguém vai ser irresponsável de fazer com que isso aconteça. A gente voltou a treinar e vai jogar por respeito ao clube e a torcida. Ao esporte e a várias questões, coisa que a diretoria não tem para conosco”, afirmou.

“Eles não se manifestaram nenhuma vez para que o W.O. não acontecesse. Eles poderiam ter formalizado alguma coisa para que a gente pudesse jogar, para ter perspectiva de receber”, completou.