<
>

Como os EUA se tornaram o país onde Messi 'some' do Barcelona

O Barcelona mais global da história, com mais torcedores em todo o mundo, tem um problema nos EUA: a presença de sua maior estrela, Lionel Messi. Lá, ele é mais exceção do que a regra. O craque argentino participou de apenas três das oito visitas do clube ao país desde que passou a fazer parte do elenco.

A lesão sofrida nesta segunda-feira, que o tirou os dois jogos contra o Napoli, nesta quarta, em Miami, e sexta, em Michigan, foi o último contratempo que o afastou do tour em outras ocasiões, sendo mais preciso, em 2008, 2011, 2015 e 2018. De fato, sua presença em terras americanas é reduzida aos passeios de 2006, 2009 e 2017.

O Barça, que antes da “Era Messi” havia viajado quatro vezes aos EUA (1937, 1969, 1984 e 2003), tornou-se habitual na última década. Mas isso não impediu que sua estrela mais brilhante fosse a mais apagada nas turnês. Dos 21 jogos que o time disputou entre 2006 e 2018, Messi esteve em campo apenas 8 vezes.

Veja, abaixo, todas as ausências – e as poucas presenças – de Messi nos EUA com o Barcelona:

2006: À sombra de Ronaldinho

Três meses depois de ser campeão europeu em Paris, o Barça de Frank Rijkaard disputou quatro jogos pelas terras americanas, em Monterrey, Los Angeles, Houston e Nova York, no qual Ronaldinho era a estrela mais brilhante. Messi, que havia acabado de se recuperar de uma lesão sofrida contra o Chelsea na temporada anterior, ainda era um jogador secundário com lampejos de genialidade.

Foi a primeira visita de Leo aos EUA como jogador profissional e seu papel limitou-se a 28min em campo no terceiro jogo, contra a América-MEX, em Houston, e 45min contra o Red Bull, em Nova York, onde marcou um gol. Nos dois primeiros jogos, contra Tigres e Chivas, Messi não foi aproveitado.


2008: Os Jogos de Pequim

Guardiola tinha acabado de assumir o comando do primeiro time do Barça e sua primeira decisão, em relação a Messi, foi permitir que ele participasse dos Jogos Olímpicos com a Argentina, encerrando qualquer disputa entre clube e AFA (Associação de Futebol Argentino).

Assim, Leo não participou da turnê nos EUA, que se limitou a dois jogos, em Chicago e Nova Jersey, nas goleadas do Barça por 5 a 2 sobre o Chivas e 6 a 2 diante do Red Bulls.


2009: O líder do Super Barça

Um ano depois, o Barça de Guardiola repetiu a turnê nos EUA, um ano depois, com três títulos na bagagem - Copa do Rei, LaLiga e Champions League – e com Messi como sua figura principal, capitão no primeiro dos três jogos disputados.

Ele jogou 45min iniciais em cada uma das três partidas: em Los Angeles, na vitória por 2 a 1 sobre o Galaxy; em Seattle, marcou duas vezes nos 4 a 0 diante do Sounders; e em San Francisco, no empate por 1 a 1 com o Chivas.


2011 e 2015: A Copa América

Messi não foi às próximas duas turnês do Barça em terras americanas, a primeira com o técnico Guardiola e a seguinte com Luis Enrique, por estar de férias após a disputa da Copa América. Em 2011, em casa, a Argentina caiu nas quartas de final diante do futuro campeão Uruguai, nos pênaltis. Quatro anos depois, outra derrota nas penalidades, essa mais dolorida, para o Chile, na final.

Já o Barça... Em 2011, o time perdeu para o Manchester United (que havia derrotado na final da Champions) por 2 a 1, foi goleado por 4 a 1 pelo Chivas, em Miami, e se despediu ao vencer o América por 2 a 0. Em 2015, bateu o Galaxy por 2 a 1, empatou por 2 a 2 com o Chelsea e despediu sendo superado por 3 a 1 pelo United.


2017: El Clásico… e Neymar

A terceira e última visita de Messi aos EUA teve como ator principal... Neymar, que logo após retornar à Espanha deixaria o Barcelona para assinar com o PSG. Leo, que retornou após oito anos de ausência, liderou as três vitórias sobre a Juventus (por 2 a 1), Manchester United (1 a 0) e Real Madrid (3 a 2) no primeiro clássico jogado em terras americanas.

Leo jogou 45min nos dois primeiros jogos da ICC (International Champions Cup) e 63min no grande duelo contra o Real em Miami, no qual ele marcou um gol na vitória do Barça, também conhecido como último jogo de Neymar com a camisa do clube.


2018: A Copa do Mundo

A última visita do Barça aos EUA, no último ano, também para participar do ICC, coincidiu com a Copa do Mundo, então a equipe de Valverde participou do evento sem suas principais estrelas e, claro, sem Messi.

O Barça empatou por 2 a 2 com o Tottenham e perdeu para a Roma, por 4 a 2, e na despedida para o Milan, por 1 a 0.