Campeão da Libertadores de 2011 pelo Santos, o volante Adriano Pagode assinou com a Portuguesa e está de volta aos gramados.
Ele estava sem clube desde o campeonato paulista de 2018, quando defendeu as cores do Santo André.
A Lusa acertou a contratação do atleta de 32 anos para a disputa da Copa Paulista, competição que garante ao campeão uma vaga na série D do campeonato brasileiro.
O volante já vinha treinando no clube rubro-verde há quase um mês, mas só agora assinou contrato.
Carreira
Adriano Bispo do Santos ganhou o apelido de Pagode, que o acompanhou por toda carreira, ainda na infância, graças a seu avô, que já é falecido.
"Quando eu nasci, ele muito fã do Zeca Pogodinho e eu era muito miúdo. Ele me achava parecido com o Zeca. Era primeiro Zeca do Pagode, depois ficou Pagodinho e por fim virou Pagode (risos). No meu bairro ninguém sabe quem é o Adriano (risos)", relatou, ao ESPN.com.br, em 2018.
O volante começou no futsal e várzea de São Vicente antes de chegar ao Santos, aos dez anos. Ele fez todas as categorias de base ao lado do atacante Júnior Moraes e do zagueiro Marcelo (Lyon).
"Eu subi ao profissional em 2007 com o professor [Vanderlei] Luxemburgo que mesclava o time principal com a molecada porque nosso time jogava a Libertadores. Eu tive que operar o menisco e fui emprestado por um ano ao São Caetano, e 2009. Quando eu voltei, ganhei oportunidades com o [técnico] Adílson Batista", recordou.
Em 2011, com a chegada do treinador Muricy Ramalho a carreira de Adriano mudou de patamar. "Ele soube tirar o máximo de mim naquele momento. Consegui a confiança dele e fiz meu papel".
Nas oitavas de final da Libertadores, o Santos eliminou o América do México depois de vencer por 1 a 0 em casa e empatar em 0 a 0 no México, com grande atuação do goleiro Rafael Cabral. A equipe alvinegra eliminou o Once Caldas-COL nas quartas e o Cerro Porteño-PAR na semifinal. Na decisão, o adversário foi o Peñarol-URU, comandado por Diego Aguirre, que tinha como principal craque Martinuccio.
Com um empate em 0 a 0 no Estádio Centenário de Montevidéu e uma vitória por 2 a 1 no Pacaembu, a equipe alvinegra foi campeã da Libertadores, o que não ocorria desde 1963 na "Era Pelé".
Após o título, Adriano seguiu com o Santos atuando no Campeonato Brasileiro. Faltando pouco menos de duas semanas para o Mundial de Clubes, porém, o volante lesionou o joelho e perdeu a competição. Ele viu de casa a derrota de sua equipe na final por 4 a 0 na final para o Barcelona de Lionel Messi e Pep Guardiola.
Em 2013, Adriano foi para o Grêmio a pedido de Vanderlei Luxemburgo, mas não conseguiu se firmar na equipe gaúcha. Depois, ele rodou por Vitória, Avaí, Grêmio Novorizontino, Goiás, CRB e Santo André.
