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Gritos de 'penta', 'olé' e 'Maradona cheirador': como torcida brasileira tentou calar argentinos no Maracanã

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O Maracanã não chegou a registrar recorde na Copa América nesta sexta-feira, dia em que suas arquibancadas lotadas acompanharam a Argentina vencer a Venezuela por 2 a 0 e se classificar para a semifinal. Mas viu uma verdadeira "batalha de torcidas"

O estádio do Rio de Janeiro teve ampla maioria de argentinos, que "invadiram" as arquibancadas e cantaram o jogo todo.

Para rivalizar com eles, o venezuelanos tiveram o apoio maciço de brasileiros que estavam com uniformes dos clubes (especialmente os da cidade, como Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco), com camisas da seleção brasileira ou trajados com o uniforme da Vinotinto.

As provocações tiveram diferentes momentos. Começou com gritos de "Olé" a cada vez que um venezuelano tocava a bola para outro. Mesmo quando o placar já era favorável para a Argentina eles seguiram, seguiram e seguiram. Sem fim, até o apito final.

Depois foi a vez de gritos de "pentacampeão" em referência aos cinco títulos mundiais brasileiros. Grito utilizado sempre que os argentinos cantavam qualquer uma das músicas em que provocam brasileiros, com coros bem ofensivos algumas vezes.

A torcida nacional também resgatou a música que embalou alguns estádios na Copa do Mundo de 2014, aquela: "Mil gols, mil gols, mil gols, mil gols... Só Pelé, só Pelé... Maradona cheirador". Referência ao problema que o craque argentino teve com drogas.

No final, quem mais vibrou foram os argentinos, que se classificaram e transformaram o Maracanã numa pequena Buenos Aires.

O público registrado nesta sexta-feira foi de 50.094 presentes, dos quais 42.495 pagantes e 7.599 não pagantes. O recorde no torneio ainda é 57.442 presentes, registrado na partida entre Uruguai e Chile, na última segunda-feira, pela primeira fase.

A semifinal vai colocar frente a frente Argentina e Brasil agora, mas será no Mineirão, em Belo Horizonte, na próxima terça-feira.