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Brasil vence Paraguai, espanta traumas e volta à semifinal da Copa América após 12 anos

Foram 12 anos e três edições de espera, mas o Brasil está novamente em uma semifinal de Copa América. Nesta quinta-feira, o time de Tite espantou os traumas do passado e venceu o Paraguai nos pênaltis, garantindo-se novamente entre os quatro melhores do continente.

Isso não acontecia desde o último título verde e amarelo, em 2007, na Venezuela. Desde então, o Brasil somou uma eliminação na fase de grupos, em 2016, e duas na mesma fase quartas de final, diante do mesmo adversário: o Paraguai, em ambas por pênaltis.

Foi justamente da marca da cal que, desta vez, veio a classificação verde e amarela. No tempo normal, o Brasil teve superioridade, mas não conseguiu marcar: 0 a 0. Nos pênaltis, brilhou a estrela de Alisson, que defendeu pênalti de Gustavo Gómez e contou com a sorte ao ver a bola de Derlis González ir para fora. Coube a Gabriel Jesus definir a vaga, fazendo 4 a 3.

Classificado, o Brasil viaja já nesta sexta-feira para Belo Horizonte, onde, na próxima terça, encara o vencedor do duelo entre Argentina e Venezuela por uma vaga na decisão.

Brasil sofre no primeiro tempo

Para segurar o Brasil, o Paraguai apostou em uma zaga conhecida no país anfitrião: Gustavo Gómez, do Palmeiras, ao lado de Fabián Balbuena, ex-Corinthians – reserva nos dois últimos jogos. Proposta defensiva à parte, o time de Eduardo Berizzo foi responsável pela primeira finalização, com menos de um minuto, para fora, com Derlis González, atacante do Santos.

O Brasil respondeu pouco depois, com Roberto Firmino, que teve boa chance, mas bateu fraco, fácil para Gatito Fernández. A seleção de Tite, como esperado, passou a ficar mais com a bola, mas teve dificuldades para criar. Mais ainda, para voltar a assustar o goleiro do Botafogo.

A grande chance de abrir o placar, aliás, foi paraguaia. Com 28 minutos, Arzamendia cruzou da esquerda e encontrou Derlis sozinho do lado oposto. Ele dominou e chutou forte, parando em defesa espetacular de Alisson, que ainda não tinha sido exigido dessa forma na Copa América.

O Brasil seguia com mais posse, mas sem levar perigo para Gatito, que só foi voltar a ser exigido aos 40 minutos, em mais um chute fraco, dessa vez, de Philippe Coutinho.

VAR, vermelho, pressão e... pênaltis

Para o segundo tempo, Tite voltou com Alex Sandro no lugar de Filipe Luís, que já tinha cartão amarelo. O panorama seguiu parecido: o Brasil chegando, mas sem exigir muito de Gatito.

Tudo poderia ter mudado aos oito minutos, quando o árbitro Roberto Tobar marcou pênalti de Balbuena em Firmino. Quando Coutinho já se preparava para bater, contudo, o VAR foi acionado, e a decisão foi revista: falta fora da área e cartão vermelho para o zagueiro paraguaio. Na cobrança, Daniel Alves levou perigo, mas a bola saiu à esquerda.

Com um a mais, o Brasil intensificou a pressão. Berizzo logo mexeu em sua equipe, com Bruno Valdez no lugar de Arzamendia, mas foi ataque x defesa. Aos 24 minutos, Gatito voltou a precisar aparecer, em chute de Allan. Já aos 26, Gabriel Jesus perdeu gol incrível.

O camisa 9, aliás, merece um capítulo à parte: aos 33 minutos de jogo, completou 300 sem marcar com a seleção em jogos que não são amistosos. Na oportunidade perdida, pegou sobra de um cabeceio frustrado de Coutinho e, quase na risca da pequena área, bateu para fora.

Tite tentou furar o bloqueio paraguaio com Willian e Lucas Paquetá, que substituíram, respectivamente, a Allan e Daniel Alves. A pressão seguiu, Gatito fez um milagre aos 42 minutos, em cabeceio de Alex Sandro, mas nada de a bola balançar a rede. Aos 45, um novo quase, agora em finalização rasteira de Willian, que venceu o goleiro, mas bateu na trave.

Nos acréscimos, de sete minutos, em virtude da longa paralisação no lance em que o VAR foi utilizado, Coutinho e Everton ainda tiveram boas chances, mas os chutes foram desviados.

Brilham as estrelas de Alisson e Jesus

Nos pênaltis, o Brasil saiu na frente quando Alisson defendeu o pênalti de Gustavo Gómez. Logo em seguida, Willian converteu o seu, abrindo uma sequência de seis acertos consecutivos: Almirón, Bruno Valdez e Rojas para o Paraguai; Marquinhos e Coutinho pelo Brasil.

Quando Firmino foi para a bola, porém, a tensão voltou à Arena. Pênalti para fora. O mesmo erro cometeu, no entanto, Derlis, dando, por ironia do destino a bola da vitória a Gabriel Jesus. Ele, que perdeu pênalti contra o Peru, se redimiu e selou a classificação brasileira.

Pênaltis: Gustavo Gomes perde, Almirón gol, Bruno Valdez gol, Rojas gol, Derlis fora. Willian gol, Marquinhos gol, Coutinho gol, Firmino fora, Gabriel Jesus, gol.

Ficha Técnica;
Brasil 0 x 0 Paraguai (Pênaltis 4 x 3)

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Data: 27 de junho (quinta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (Chile)
Assistentes: Christian Schiemann (Chile) e Claudio Rios (Chile)
VAR: Julio Bascuñan (CHI) auxiliado por Piero Maza (CHI) e Nicolas Tarán (URU).
Renda: R$ 10.352.430
Público Total: 48.211
Cartão amarelo: Filipe Luís, Roberto Firmino, Arthur (Brasil) Arzamendia, Piris, Alonso (Paraguai)
Cartão vermelho: Balbuena (Paraguai)

Brasil: Alisson, Daniel Alves (Lucas Paquetá), Thiago Silva, Marquinhos e Filipe Luís (Alex Sandro); Arthur, Allan (Willian) e Philippe Coutinho; Everton, Gabriel Jesus e Roberto Firmino. Técnico: Tite

Paraguai: Gatito Fernández, Iván Piris, Balbuena, Gustavo Gómez e Alonso; Richard Sánchez (Escobar), Ortiz, Pérez (Rodrigo Rojas) e Arzamendia (Valdez), Almirón e Derlis González. Técnico: Eduardo Berizzo