Apesar de a maioria dos estádios terem tido lugares vazios nos jogos da Copa América no Brasil, mas sempre com rendas elevadas, a organização considera que os números da primeira fase, encerrada na noite da última segunda-feira, foram bastante satisfatórios.
Os responsáveis pelo torneio fizeram uma longa apresentação nesta terça-feira na sala de mídia do Maracanã e informaram que a média de público (considerando não-pagantes) foi de 29.300 expectadores por partida. Foram 18 jogos divididos em cinco sedes (Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo).
"O balanço foi realmente positivo no aspecto de organização, esportivo e torcida. Não tivemos nenhum problema. Vemos estádios que desfrutam as partidas, com decisões sobre os classificados até a última rodada. As vendas de ingressos cresceram com o andamento do torneio e registramos arrecadações recordes", disse Hugo Figueredo, diretor de competições da Conmebol, durante coletiva de imprensa.
O maior público da primeira fase foi registrado na partida entre Chile e Uruguai, no Maracanã, com 57.442 presentes, dos quais 49.275 pagantes e 8.167 não pagantes, na noite desta segunda-feira. Antes, a melhor marca foi registrada na abertura, no Morumbi, em São Paulo, com 47.260 presentes para Brasil x Bolívia.
Mas o Mineirão teve duas partidas em que o número de não pagantes foi maior do que o de pagantes.
Se por um lado há muitos espaços vagos nos estádios, por outro as rendas tem sido bem elevadas (o recorde são R$ 22 em Brasil x Bolívia), com média de R$ 5 milhões.
"Os preços foram definidos a partir de um estudo complexo, no qual levamos em consideração os grandes eventos que ocorreram na América do Sul e no Brasil. Tivemos um aumento de 10% do preço praticado na Copa América do Chile [em 2015]. E 30% de redução em relação à Copa do Mundo no Brasil. É algo complexo que não deve se pensar apenas nos valores que os torcedores que vão ao evento pagam, mas o custo total do evento", disse Thiago Jannuzzi, gerente geral de competição do Comitê Organizador Local da Copa América, também em entrevista coletiva.
A média de público no Chile foi de 25.227 expectadores por partida, em toda a competição.
Segundo Jannuzzi, os inúmeros espaços em brancos não preocupam a organização. "Pensamos nos números absolutos. Não específicos. Tem partidas que atraem maior interesse do que outras.". Ainda de acordo com ele, as despesas por partida são próximas de R$ 4 milhões.
"O evento tem custos bem altos. Desde as seleções que vem participar, convidados, público em geral, mídia que vem cobrir. Tem um investimento razoável em tecnologia. E tem custos que não estão no borderô, que são referentes a logística. A venda de ingressos é uma das fontes de recuperar isso", disse Jannuzzi.
"A média de público teve um aumento em relação a edição do Chile e nós vislumbramos um aumento maior na fase eliminatória. A organização considera positiva esses números", disse Jannuzzi.
A fase inicial do torneio teve 18 jogos e 46 gols. Agora, as oito seleções classificadas jogam as quartas de final. O primeiro duelo será quinta-feira entre Brasil e Paraguai, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.
