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Caso Neymar: acusadora não mencionou suposta ausência de camisinha em 1º depoimento, diz jornal

No primeiro depoimento prestado à Polícia Civil, Najila Trindade, que acusa o atacante Neymar de estupro, não mencionou que o jogador teria se recusado a usar camisinha no encontro entre os dois em Paris, em maio deste ano.

O boletim de ocorrência foi registrado pela suposta vítima em 31 de maio. Na ocasião, segundo o jornal Folha de São Paulo - que teve acesso ao depoimento -, a mulher de 26 anos não chegou a citar o acontecimento.

No relato, Najila afirma que começou a trocar carícias com Neymar "contudo, em determinado momento, ele passou a desferir tapas nas nádegas, quando a vítima pediu para ele parar".

Em seguida, ainda de acordo com o registro, ela afirma que o jogador teria parado após os apelos, mas, depois, "novamente começou a lhe desferir mais tapas". A mulher teria novamente pedido para que ele parasse, "contudo ele ignorou, 'pegou-a' a força, puxou seus cabelos e mediante violência, praticou relação sexual contra sua vontade".

Uma semana depois, na sexta (7), Najila prestou novo depoimento. Segundo a TV Globo, foi em seu retorno a delegacia que a mulher mencionou a questão do preservativo.Segundo ela, ao questionar o jogador sobre a camisinha e receber a negativa, informou que não haveria penetração.

Neste ponto, de acordo com a suposta vítima, Neymar teria ficado agressivo e a segurou com força, praticando o ato sexual sem consentimento.

A história descrita no segundo depoimento à polícia é igual a descrita em sua entrevista ao SBT, na quarta-feira (5), quando deu sua primeira declaração pública. Na entrevista, assim como em seu depoimento, a mulher afirma ter sido vítima de estupro e agressão.

De acordo com a acusação, Neymar pode responder ao artigo 2013 do Código Penal. Caso seja condenado, a pena do atacante pode variar de seis a dez anos, sem contar os agravantes.

Além disso, o jogador ainda responderá por ter vazado imagens intimas da mulher em rede social, crime que prevê pena de até cinco anos de reclusão.

No caso contrário, caso seja constatado que Najila deu falso testemunho, a condenação pode resultar em pena que varia de um a seis meses, além de multa.

Entenda o caso

Neymar foi acusado de estupro por uma mulher cuja identidade foi preservada pela polícia. Ela registrou boletim de ocorrência na sexta-feira (31), revelado pelo ESPN.com.br no sábado 1º de junho, na 6ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher, em São Paulo.

Segundo o documento, ela alegou ter conhecido o jogador de Paris Saint-Germain e seleção brasileira nas redes sociais. E no dia 12 de maio, um assessor identificado como Gallo entrou em contato fornecendo passagens e hospedagem para ela viajar para Paris, na França. Ela afirmou ter embarcado no dia 14 e chego no dia 15.

A mulher também relatou que ficou no Hotel Sofitel Paris Arc Du Triumphe e recebeu o atleta de 27 anos por volta de 20h locais do dia 15. Segundo ela, o jogador chegou “aparentemente embriagado”. “Começaram a conversar, trocaram carícias, porém, em determinado momento, Neymar se tornou agressivo e, mediante violência, praticou relação sexual.”

Tanto Neymar, por meio de vídeo em uma rede social – que depois o tirou do ar - na qual expôs as conversas com a mulher, quanto seu pai, Neymar da Silva Santos, em duas entrevistas à TV Bandeirantes, uma por telefone e a outra participando ao vivo de um programa, negam que tenha havido estupro. Eles confirmam que houve relação sexual, mas que a mesma foi consensual.

Na quarta-feira (05), o caso teve mais desdobramentos. Em entrevista ao SBT, a modelo falou pela primeira vez. Ela admitiu ter viajado com intuito de fazer sexo com Neymar, mas reiterou que foi estuprada e agredida após dizer que não queria ter relações sem o uso de preservativo.

Depois, surgiu um novo vídeo que mostra Najilia agredindo Neymar com tapas. A defesa da modelo diz que ela atraiu o jogador para gravar esse vídeo e tentar ter provas do que ele já havia feito com ela anteriormente.