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Manchester City campeão da Premier League: Guardiola estabelece sua 3ª dinastia na Europa

“É campeonato mais difícil que já disputei desde que cheguei (à Inglaterra). O mais difícil”.

Pep Guardiola foi enfático ao categorizar a Premier League 2018-19, poucos dias antes de o Manchester City confirmar o título na última rodada, ao bater o Brighton neste domingo. E tal comentário é corroborado por números impressionantes.

Nunca um vice-campeão foi tão forte como o Liverpool. Os 97 pontos fariam dos Reds campeões em 25 das 26 edições do campeonato até então. Mas não o fizeram nesta temporada. O time que foi surreal deu o azar de competir com um que beirou à perfeição.

Depois de ser o primeiro clube a alcançar um desempenho de 100 pontos – portanto o melhor desempenho na história da Premier League -, na temporada passada, o time de Manchester quase repetiu a façanha ao fazer 98.

Pela primeira vez em uma década, o Inglês viu um bicampeão. A manutenção da taça do Etihad Stadium premia a manutenção de um estilo de jogo e que é cada vez mais entrosado e efetivo. Não à toa, os Citizens tiveram o melhor ataque, a segunda melhor defesa, a melhor posse de bola, foi o que mais finalizou no alvo e o que mais trocou passes.

Passa longe de ser coincidência o monopólio que o clube exerceu na seleção do campeonato eleita pela PFA (associação de jogadores profissionais), com seis atletas nomeados. Foram eles: Ederson, Aymeric Laporte, Fernadinho, Bernardo Silva, Raheem Sterling e Sergio Agüero.

Na edição passada, o City havia colocado cinco atletas no time ideal da competição. Somente Agüero manteve o posto, diferentemente de Kyle Walker, Nicolás Otamendi, Kevin de Bruyne e David Silva.

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A manutenção de estilo de jogo até pode ser contrastada pela alteração nos papeis de protagonismo. No entanto, tal aspecto não representa qualquer contradição, somente comprova a complexidade de um jogo em que o protagonismo na verdade é diluído no coletivo. Uma estratégia que foi impecável independentemente do nível da disputa.

Foi assim na Espanha, quando Guardiola fez seu Barcelona ser tricampeão entre 2009 e 2011; foi assim na Alemanha, onde ganhou as três Bundesligas que disputou com o Bayern de Munique (2014, 2015 e 2016) e assim é na Inglaterra. O treinador ganhou nada menos do que nove dos 11 campeonatos nacionais que disputou na carreira - também faturou a terceira divisão espanhola pelo Barça B.

Enquanto aumenta sua já vasta coleção de troféus, Guardiola mostra que há sempre o que melhorar.