O Santos não quer liberar Vitor Bueno por empréstimo ao rival São Paulo. Sem espaço no Dínamo de Kiev, o jogador tem interesse na transferências, mas o clube alvinegro faz "jogo duro".
A condição santista para a liberação, aliás, é curiosa: o clube quer que empresário consiga fixar uma quantia de 6 milhões de dólares (R$ 23 milhões) para comprar Derlis González, trocado por Bueno em 2018.
O presidente José Carlos Peres disse que, sem o cumprimento da condição, a chance de transferência para o São Paulo é "zero", em um "jogo duro" que tem outros bastidores.
O presidente do Santos e o empresário Juliano Leonel trocaram farpas públicas. O agente vê chantagem, já que não é responsável por Derlis e não poderia negociar um valor de compra no Dínamo. O mandatário, em compensação, alega que o profissional quer mandar no clube.
Outra motivação de Peres para complicar a vida do São Paulo é a lembrança de uma atitude da diretoria rival em fevereiro. O São Paulo tinha prioridade pela compra de Cueva e não quis repatriá-lo, mas esperou até o fim das 48 horas para se posicionar e atrasou as tratativas.
Vale destacar que o contrato de Derlis, independentemente do destino de Bue tem até o fim desta terça-feira para convencer clube a liberá-lo por empréstimo no, segue o mesmo por ora. O paraguaio está emprestado até julho de 2020, sem valor de compra fixado. O Dínamo pagou 10 milhões de euros (R$ 44 mi) para tirá-lo do Basel-SUI, em 2015.
Vitor Bueno atuou por 80 minutos em quase oito meses e nem sequer jogou partidas oficiais em 2019. Depois da chegada à Ucrânia, entrou em campo contra Chornomorets, Desna e Mynai entre agosto e outubro do ano passado. Três partidas saindo do banco de reservas e sem marcar gol ou dar assistência. Uma lesão muscular na inter temporada dificultou ainda mais a afirmação no elenco.
