VAR ganha poder de intervir em mais jogadas na Copa do Mundo; veja como vai funcionar

VAR terá mudanças na Copa do Mundo Alexander Hassenstein/Getty Images

O árbitro de vídeo (VAR) terá novos poderes para intervir na Copa do Mundo principalmente nas jogadas de bola parada. A principal novidade é que agora a análise poderá considerar ações ocorridas antes mesmo de a bola rolar.

A Fifa e a International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do futebol, aprovaram uma mudança que permitirá que o VAR intervenha caso um jogador seja impedido de disputar uma bola por causa de alguma obstrução considera ilegal durante a preparação da jogada. Dessa forma, o árbitro de vídeo poderá recomendar a revisão e até mesmo anular um gol marcado posteriormente.

"A IFAB aprovou um esclarecimento ao protocolo do árbitro de vídeo para uso na Copa do Mundo da FIFA de 2026 em relação a infrações claras cometidas pela equipe atacante antes de a bola estar em jogo em um escanteio ou tiro livre que tenham impacto direto em um gol, pênalti ou sanção disciplinar. Se a infração atender aos critérios estabelecidos no esclarecimento, o VAR recomendará uma revisão em campo, após a qual, se o árbitro determinar que houve uma infração antes de a bola estar em jogo, a ação disciplinar apropriada será tomada e o escanteio ou tiro livre será cobrado novamente'', explicou o órgão.

As mudanças não param por aí. O VAR da Copa do Mundo vai contar ainda com outras novas competências, com os árbitros podendo revisar cartões vermelhos resultantes de um segundo amarelo equivocado, casos de identidade equivocada envolvendo um segundo cartão amarelo, além de poder intervir se um escanteio for marcado incorretamente no lugar de um tiro de meta.

Além disso, jogadores que cobrirem a boca com a mão, braço ou camisa receberão cartão vermelho se os árbitros entenderem que não se trata de uma conversa amistosa.

A Fifa também quer coibir o crescente problema de equipes que usam lesões para parar o jogo e realizar conversas táticas durante a partida enquanto os jogadores recebem atendimento. Em relação a isso, a IFAB até chegou a discutir o tema em março, mas não conseguiu encontrar uma solução.

Embora os árbitros não tenham sanções à disposição, Pierluigi Collina, atual chefe de arbitragem da Fifa e presidente do comitê de árbitros da entidade, garante que eles serão "proativos" para impedir que as equipes tirem vantagem injusta das lesões.

"Não permitiremos que as equipes vão até os bancos quando um goleiro estiver caído no chão lesionado. O goleiro tem o direito de se machucar, mas os jogadores não têm o direito de deixar o campo de jogo para ter algum tipo de tempo técnico com seus respectivos treinadores. Nós dissemos a eles (representantes de seleções): 'saibam que estamos atentos', assim podemos evitar que todos os jogadores saiam do campo. Existem capitães, existem treinadores, então certamente os árbitros estarão prontos para lidar com algo assim caso aconteça'', afirmou o dirigente.