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São Paulo diz que 'Operação Pato' não estoura orçamento de 2019 e que há dinheiro para reforços de Cuca

A vinda de Alexandre Pato para o São Paulo em nada comprometerá a contratação de reforços pedidos pelo técnico Cuca. Isto foi dito pela diretoria do clube tricolor ao treinador paranaense no início desta semana, segundo apurou a reportagem. Ao receber essas garantia, ele aceitou a ideia da vinda de Pato e ligou para o atacante, o convidando a vir.

O episódio acima pode parecer um detalhe dentre tantos em uma negociação que iniciou há duas semanas, mas é visto no Morumbi como fundamental para que as tratativas terminassem com Pato aceitando a proposta são-paulina e rejeitando o Palmeiras, na quarta-feira.

Houve um momento no encontro de ontem que a diretoria tricolor sentiu que o Palmeiras estava ganharia a queda de braço com o São Paulo, especialmente por ter oferecido ao estafe do jogador uma proposta financeira melhor. Foi quando Pato manifestou, ao lado do pai e do empresário André Cury, que preferia jogar novamente pelo São Paulo, como já prometera.

Também estavam na reunião Raí, executivo de futebol, e Alexandre Pássaro, gerente de futebol.

Cuca não participou das negociações, mas foi um dos primeiros a saber do desfecho positivo. E gostou. Sem o aval do treinador e a ligação para Pato, fontes do São Paulo entendem que dificilmente o desfecho seria esse.

E por que Cuca aceitou? Explicaram para ele porque a operação Pato não implicaria nos pedidos de reforços dele --a lista não é tão simples. A justificativa apresentada é que o atacante de 29 anos ocupará o lugar que antes vinha sendo de Diego Souza, emprestado ao Botafogo no início de março (com salários custeados pelos cariocas), e o clube ainda economizará.

O São Paulo pagará a Pato menos da metade do que Diego Souza vinha recebendo. Basicamente, os valores são R$ 300 mil mensais e R$ 650 mil mensais, respectivamente. Mas é importante frisar que isso ocorrerá apenas neste primeiro ano de contrato.

A partir de 2020 os valores salariais de Pato sobem substancialmente e o departamento financeiro tricolor já tem como meta buscar receitas que não afetem outras necessidades do time nas próximas temporadas.

Dentro do clube, há quem tema que a diretoria aceite negociar precocemente jovens que hoje vêm mostrando potencial para "fechar a conta". Algo que ocorreu em temporadas recentes e acabou mostrando-se uma medida não totalmente eficaz.

Ainda sobre os valores envolvidos na "Operação Pato", o São Paulo afirma que gastará em toda a transação (entenda-se, pelos três anos e nove meses de contrato) 8 milhões de euros (hoje, cerca de R$ 35,9 milhões). O valor engloba salários (com os aumentos), luvas, prêmios e o ressarcimento ao atacante, que arcou do próprio bolso a multa rescisória com o Tianjin Tianhai, da China.

Já o orçamento que tanto interesse a Cuca está ligado a lista de reforços que ele pediu para o São Paulo buscar.

Segundo apurou a reportagem, o treinador quer um lateral direito, um volante dinâmico e um atacante rápido pelas pontas. Também entende que seria bom ter um zagueiro, mesma visão da diretoria, que está ciente que Arboleda pode se despedir em junho.