Lucas Paquetá não se cansa. O crescimento em sua carreira segue um ritmo tão acelerado quanto o seu condicionamento físico. E sua sequência de jogos prova isso.
No último Brasileirão, jogou 32 de 38 rodadas – 31 como titular. Dos jogos em que foi ausência pelo Flamengo, dois foram por conta da seleção brasileira. Aliás, disputou os dois amistosos em questão, então o desgaste foi o equivalente a como se tivesse disputado duas rodadas da Série A. Na verdade, foi até maior, considerando a viagem aos Estados Unidos.
Na Copa Libertadores em 2018, foi titular em sete dos oito compromissos dos rubro-negros na competição, perdendo apenas o jogo de ida das oitavas de final contra o Cruzeiro, por conta de suspensão por acúmulo de cartões amarelos.
Em meio à transferência ao Milan e uma pause de fim de ano, ele só voltou a campo no fim de janeiro, mas disputou todos os 13 jogos em que esteve à disposição do time italiano – todos como titular. Isso em um intervalo de 35 dias (21 de janeiro a 26 de fevereiro.
O técnico Gennaro Gattuso até já demonstrou preocupação com a sequência de jogos do meia-atacante. E o próprio atleta, que no momento está com a seleção brasileira, falou a respeito.
“O Milan me deu total apoio e me preparou para esse momento. Sou grato a eles, porque realmente é uma pegada muito forte. Teve mudança de estilo de campeonato, uma mudança tática, e me prepararam muito bem. Quero sempre estar jogando, chego aqui 100%, pronto para ajudar. Quando eu voltar descanso e, tendo jogo, é ir para dentro”, disse Paquetá em entrevista coletiva nesta quinta-feira.
Convocado pela seleção brasileira pela segunda vez, o meia irá vestir a camisa 10, já que o lesionado Neymar não está na lista. O Brasil enfrentará o Panamá no Estádio do Dragão, no Porto, neste sábado. Três dias depois, os comandados de Tite irão enfrentar a República Tcheca no Sinobo Stadium, em Praga.
