Uma matéria a TV Globo nesta segunda-feira comprova que as plantas do Centro de Treinamento enviada pelo Flamengo à Prefeitura do Rio de Janeiro não previam alojamento na área incendiada na última sexta. A informação já havia surgido no dia do incidente e confirmada agora pelo canal com a planta.
No primeiro projeto mostrado à Prefeitura, em 2010, a área do alojamento era formada por três coisas: um bloco de depósitos e lavanderia, outro de administração e uma área vazia de estacionamento. O documento é projetado Alexandre Martins e com obra executada por Wagner Barroso.
Na atualização da planta, feita em 2018, a área do estacionamento aumenta e toma conta de onde antes eram previstos os outros dois blocos.
A Prefeitura ainda disse que considerava o CT do Flamengo ainda em obras. Por isso, ele também não tinha o Habite-se, documento que libera o local para ser habitado. O próprio Corpo de Bombeiros já havia dito que nunca inspecionou o local porque não sabia da existência dele.
Por fim, o governo municipal ainda diz que registro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, emitido no ano passado e mostrado pelo Flamengo no último sábado, não exime o clube de ter outras certidões – como o Habite-se.
O Flamengo está reunindo todos os documentos que tem sobre o Ninho do Urubu. A prioridade do clube, no entanto, ainda é dar assistência às famílias das vítimas.
