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No São Paulo, dez jogadores já jogaram a Libertadores e nenhum foi campeão; veja a experiência do elenco no torneio

O grande dia de 2019 chegou para o São Paulo. O time estreia na Copa Libertadores nesta quarta-feira, diante do Talleres, no estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, na Argentina, às 21h30 (de Brasília). Dos inscritos no torneio, o técnico André Jardine conta com dez jogadores que já jogaram o torneio e que, embora não tenham sido campeões, podem ajudá-lo a lidar com a pressão.

O problema é que a balança pende totalmente para os meio-campistas e atacantes, setores do campo que contam com mais jogadores que já debutaram na Libertadores.

O capitão Hernanes disputou três edições pelo São Paulo (2008, 2009 e 2010). O atacante Éverton também jogou três. Todas pelo Flamengo (2014, 2017 e 2018). O centroavante Diego Souza é outro que soma três participações, por Grêmio (2007), Palmeiras (2009) e Vasco (2012).

O volante Hudson jogou duas vezes pelo São Paulo, inclusive foram as duas últimas participações do clube na Libertadores, em 2015 e 2016 (quando saiu da segunda fase e foi até a semifinal).

Já Jucilei jogou duas com o Corinthians, em 2010 e 2011.

O meia Nenê, o volante Willian Farias e o atacante Pablo jogaram uma edição cada um. O primeiro já faz mais tempo. Foi em 2003 pelo Santos, quando perdeu o título para o Boca Juniors de Carlos Tévez e do técnico Carlos Bianchi, no Morumbi.

O segundo foi pelo Cruzeiro em 2015. O outro jogou há dois anos pelo Athletico Paranaense.

Há ainda um outro atacante no elenco com experiência na Libertadores. É o equatoriano Joao Rojas, que participou com o Emelec, em 2010. Mas ele ainda se recupera de uma cirurgia no joelho e deve voltar a ter condição de estar em campo somente no final de março.

Fechando o time de meio-campistas e atacantes que já jogaram a Libertadores está o meia argentino Jonatan Gomez. Ele disputou pelo Santa Fe, da Colômbia, em 2016 e 2017. Mas ele nem sequer foi inscrito para a fase preliminar do torneio deste ano.

O desequilíbrio está na defesa, com apenas um elemento tendo jogado o torneio continental.

Trata-se do lateral esquerdo Reinaldo. Ele jogou em 2015 pelo São Paulo e depois em 2017 quando estava emprestado para a Chapecoense.

Os estreantes vão ser o goleiro Tiago Volpi, 28, o lateral direito Bruno Peres, 28, os zagueiros Arboleda, 27, Anderson Martins, 31, e Bruno Alves, 27. Este último tende a ficar no banco de reservas, embora terminou a temporada passada como titular.

É curioso notar que o arqueiro já disputou a Liga dos Campeões da Concacaf (foi semifinalista), Bruno Peres já participou da Liga Europa (Torino) e da Uefa Champions League (Roma) e Anderson Martins jogou a Liga dos Campeões da Ásia e a Copa Sul-Americana. Este último torneio também fez parte das carreiras de Arboleda e Bruno Alves. Mas a Libertadores nunca.

O próprio técnico André Jardine vai estrear na competição. O único contato dele com o torneio foi nas categorias de base. Foi campeão pelo clube do Morumbi em 2016 e quarto colocado em 2018.

EXPERIÊNCIA CONTA?

Dos últimos cinco campeões, apenas os últimos três tinham uma quantidade elevada de jogadores com experiência em Libertadores entre os 11 que iniciaram a partida final.

O River Plate que levantou a taça da edição passada não tinha nenhum estreante e ainda se deu ao luxo de contar com atletas que tinha até seis edições "nas costas", como Maidana e Pratto.

Em 2017, o Grêmio só teve dois estreantes entre os 11 que começaram a final contra o Lanús, da Argentina. Foram Jaílson e Arthur. Os outros nove já tinham jogado ao menos uma edição.

O Atlético Nacional de 2016 também só teve dois titulares sem experiência na Libertadores na final contra o Independiente del Valle, do Equador. Em compensação, Henríquez já havia jogado sete.

Em 2015, o River Plate foi campeão com quatro estreantes no torneio escalados na final.

A exceção nesses cinco anos é o San Lorenzo. O time levantou a taça em 2014 com mais da metade dos titulares debutando naquela edição: seis jogadores.