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Xerife do Cruzeiro faz faculdade, apoia projeto social de boxe e ajuda carreira de cantora da esposa

Apesar de não ter a intenção de se aposentar tão cedo do futebol, o zagueiro Léo, do Cruzeiro, procura planejar seu futuro. Ele utiliza o tempo livre dos gramados para cursar uma faculdade de administração à distância, com apoio do clube celeste.

"Eu vejo as aulas por conta própria e tem mais responsabilidade. As aulas são online, as provas também. Estudo na concentração, que é onde passamos a maior parte do tempo. Eu participo da resenha, brinco, mas tudo tem hora certa, procuro estudar a maior parte do tempo também", disse, ao ESPN.com.br.

Além dos estudos, ele também dá uma força na carreira de sua esposa, a cantora gospel Camila Campos. O casal ajuda projetos sociais como o Boxe Velha Guarda, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

"Eu abracei a ideia, me envolvi e entrei de cabeça para ajudar a criançada. Estamos realizando uma construção para não ter somente aulas de boxe, mas outras oficinas e cursos como beleza, dentista", afirmou.

Dentro de campo, Léo também tem muito o que comemorar. Desde que chegou à Toca da Raposa, em 2010, o defensor de 30 anos venceu dois Campeonatos Brasileiros (2013 e 2014), foi bicampeão da Copa do Brasil (2017 e 2018) e faturou três vezes o Campeonato Mineiro (2011, 2014 e 2018).

Veja a entrevista com Léo:

Você apoia alguns projetos sociais. Como surgiu esse interesse?
Eu e minha esposa somos voltados para questões sociais. Quando jogava no Grêmio começamos um projeto chamado Aspirantes de Cristo em Porto Alegre. Ele atende no bairro Santana, em Porto Alegre, e está crescendo cada vez mais.

Em Belo Horizonte você continuou com esse trabalho...
Sim, em Belo Horizonte nos envolvimentos com um projeto que está sendo desenvolvido para tirar crianças e adolescentes do tráfico, da violência. Um dia conheci o treinador Joel Lage Barbosa, que fazia um trabalho muito bacana no Boxe Velha Guarda. Eu abracei o projeto, me envolvi e entrei de cabeça para ajudar a criançada.

Você é apaixonado por lutas. Como funciona esse projeto?
A ideia é dar um objetivo para elas e mostrar com exemplos. Atendemos cerca de 100 crianças da Vila Paquetá, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Eu e minha esposa somos envolvemos e não temos recurso vindo de fora. Estamos realizando uma construção para não ter somente aulas de boxe, mas outras oficinas e cursos como beleza, dentista e outras coisas.

Você também ajuda na carreira da sua esposa, Camila Campos, que é cantora gospel. Como tem sido?
Eu sempre dou suporte, ela é muito correria. Ela gosta, interage, além de cantora evangélica é também psicóloga, isso ajuda muito no ministério dela. Ajuda muitas pessoas e as letras das músicas ao mensagens que fortalecem as pessoas. Tudo que precisa na área técnica a gente coloca nas redes sociais e plataformas digitais. Ela é um cantora independente, não tem gravadora. Ela já lançou mais de cinco singles depois disso.

Você também faz faculdade. Como surgiu essa ideia?
O Cruzeiro fez uma parceria com uma faculdade e fui o jogador modelo para poder participar como aluno dessa universidade e representando o Cruzeiro entre os atletas. Aceitei a proposta, eu tinha começado uma vez faculdade no Grêmio e não consegui terminar. Agora poder retomar os estudos é um grande prazer. Citei como exemplo alguns jogadores formados como Lukaku, Kompany e outros belgas. É uma tendência para o futuro de nós, atletas, mensurarmos algo para quando pararmos de jogar. É bom ter algo em mente.

Qual curso você faz? Como faz para conciliar a rotina de estudos e futebol?
É um curso de administração à distância. Eu vejo as aulas por conta própria e tem mais responsabilidade. As aulas são online, as provas também. Estudo na concentração, que é onde passamos a maior parte do tempo. Eu participo da resenha, brinco, mas tudo tem hora certa, procuro estudar a maior parte do tempo também. Eu sou o único do elenco que estuda hoje. Hoje eu me concentro sozinho e fica mais fácil para estudar.

Qual sua intenção com esse curso? Pretende administrar sua carreira?
A princípio procuro buscar novos conhecimentos. Abrir meu leque para poder integrar com outras coisa e também ter outra formação para ajudar nas coisas que faço hoje. Posso aplicar isso nas atividades que tenho fora do futebol. Claro que temos uma empresa que coordena isso para mim, mas saber algumas coisas te ajuda.

Já pensou no que vai fazer depois de parar de jogar? Quer ser gestor no futebol?
Eu pretendo levar minha carreira mais uns 10 anos e me cuido para isso. Claro que não sabemos o dia de amanhã, mas ainda não tenho nada especifico, se vou ser diretor ou treinador. A gente vai plantando algumas coisas e fazendo algo que alcance fora do futebol. Meu pensamo é jogar futebol e prolongar a carreira.