Entre as diversas cenas lamentáveis que marcaram o sábado passado, data em que deveria ter acontecido a final da Copa Libertadores da América, entre River Plate e Boca Juniors, na Argentina, uma em especial teve desdobramentos importantes nesta terça-feira.
A mulher que foi flagrada amarrando sinalizadores ao redor do corpo da filha de nove anos e detida no mesmo dia foi liberada, mas recebeu uma sentença como punição. A torcedora do River era a única pessoa que havia permanecido presa desde os incidentes do dia 24 de novembro.
De acordo com um comunicado por parte da administração municipal de Buenos Aires, a fiscal Adriana Bellavigna, a cargo da Promotoria Pública, promulgou uma sentença antecipada na qual a acusada, mostrando-se arrependida por seus atos, acatou a uma pena de dois anos e oito meses em liberdade e arcando com os custos.
A condenação impõe à acusada as seguintes regras de conduta: prisão domiciliar sob os cuidados de um tutor; ser submetida a tratamento psicológico; se abster de comparecer com a filha envolvida no caso a eventos esportivos de grande porte e a realização de 48 horas de atividades comunitárias, não remuneradas e a favor do Estado em uma entidade pública. Esta sentença deve ser homologada pela juíza María Julia Correa.
Por conta das condições da pena proposta, a acusada recebeu permissão para ficar em liberdade. As profissionais do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente consideraram que a mãe da menor pode voltar a se relacionar com a filha.
