A Copa Libertadores desta temporada será decidida com dois jogos aos sábados, conforme determinou a Conmebol na última quinta-feira. A escolha para o dia das partidas é bastante incomum na história do torneio, mas não é inédita.
A última vez que isso ocorreu foi há 31 anos, numa disputa entre Peñarol, do Uruguai, e América de Cali, da Colômbia. Os uruguaios foram campeões no estádio Nacional de Santiago, no Chile, e com gol de Diego Aguirre, hoje treinador do São Paulo.
E aquela decisão foi bem dramática. O empate era favorável ao América, que buscava naquele ano o primeiro título da Copa Libertadores para o futebol colombiano. Nas duas partidas realizadas até então os colombianos tinham vencido a primeira por 2 a 0, em Cali, e perdido a segunda por 2 a 1, em Montevidéu. Fez se necessário um terceiro jogo e em campo neutro.
O empate persistiu até os instantes finais. A torcida rubra chegou a fazer festa de título no estádio Nacional. Mas os uruguaios mantinham a fé. Afinal, o Peñarol era tetracampeão da Copa, um dos mais laureados da história do torneio...
E fé se confirmou no final da prorrogação por meio dos pés de um homem: Diego Aguirre.
Então camisa 9 do Penãrol, ele foi o responsável por libertar o grito de uma massa. Após um bate rebate na intermediária, ele recebeu a bola em seus pés. Não teve muito tempo para pensar. Partiu em velocidade, livrando-se de cara de dois marcadores. Já dentro da área escapou de novo desarme e chutou cruzado à meia-altura: 1 a 0.
Aquele foi o quinto título do Peñarol, que depois chegou a apenas mais uma final (2011) e nunca mais foi campeão.
Outra curiosidade daquela edição é que o artilheiro foi o argentino Ricardo Gareca, então do América de Cali, com sete gols. Ele foi técnico do Palmeiras em 2014 e comandou a seleção do Peru até a Copa do Mundo da Rússia deste ano.
Além de 1987, outras finais da Copa Libertadores que tiveram o campeão erguendo a taça em um fim de semana foram 1960 (domingo), 1961 (domingo), 1965 (sábado), 1974 (sábado) e 1975 (domingo).
