Além da natural magnitude de uma partida decisiva de oitavas de final da Copa Libertadores, o confronto de volta entre Santos e Independiente, que se enfrentam nesta terça-feira após o 0 a 0 na Argentina, ganhou contornos mais complexos com as investigações envolvendo o meio-campista Carlos Sánchez.
Devido ao atrito gerado pelo caso, o clube argentino implementará diversas medidas visando uma visita bem-sucedida a São Paulo.
O elenco vermelho chega nesta segunda-feira ao estado, mas Gustavo Palópoli, chefe de segurança do Independiente, viajou ao Brasil na última semana para organizar toda a logística do deslocamento e garantir que seus jogadores, corpo técnico, dirigentes e torcedores não sejam expostos a situações que coloquem sua integridade física em perigo.
''Esperamos que seja uma partida de futebol, e não uma guerra'', disse Ariel Holan, treinador do time visitante, deixando clara sua preocupação com o tema. De toda forma, o corpo técnico acredita que o fato do jogo ser disputado no Pacaembu é algo favorável para o bem de todo o cenário.
Os 2 mil torcedores do Indepiendente que estarão presentes já foram informados que terão que aguardar pela saída de todos os santistas para finalmente deixarem o estádio após o confronto.
Além disso, o setor de segurança do clube fez questão de enfatizar o risco que gestos racistas podem trazer para os indivíduos e para o próprio time por meio de um comunicado oficial.
''É um delito racial fazer gestos imitando macacos ou deferir a palavra em direção a alguém. É proibido no Brasil comparar uma pessoa a um animal. Os policiais entram em ação quando presenciam tais atitudes e detém os torcedores visitantes. Nas partidas anteriores aconteceram prisões. Existem câmeras no estádio que registram as ofensas raciais. Pedimos encarecidamente para vocês evitarem qualquer gesto ou palavra que registrem tais ofensas raciais e que possam ser provadas.''
