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CET cobra R$ 2,2 milhões do Palmeiras na Justiça por fechamento de rua em frente ao Allianz Parque

Torcedores do Palmeiras nos arredores do Allianz Parque antes de jogo em 2017 Gazeta Press

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), órgão responsável pelo gerenciamento, operação e fiscalização do sistema viário da cidade de São Paulo, cobra R$ 2.247.375,52 do Palmeiras na Justiça.

Em processo que corre na 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, a organização pede ressarcimento de custos operacionais pelo fechamento da Rua Palestra Itália, em frente ao estádio Allianz Parque, em dias de jogos do Verdão.

O período cobrado vai de 21/11/2015 até 01/02/2018, em um total de 72 partidas e um "evento comemorativo".

De fevereiro deste ano em diante, o clube fez outro tipo de acerto com a CET, passando a realizar pagamentos mensais.

Na ação, a companhia ainda alega que se reuniu diversas vezes com representantes do Palmeiras, mas não conseguiu chegar a um acordo para o pagamento, o que motivou a procura da Justiça.

"A Autora, durante os anos de 2016 e 2017, realizou uma série de reuniões com o Réu-Palmeiras objetivando as tratativas de um potencial acordo, onde inobstante o clube réu tenha concordado com o pagamento mensal dos novos jogos realizados a partir de fevereiro/2018, malgrado não foi construído um acordo para pagamento das despesas em aberto", escreveu.

"Portanto, não restando outro caminho nos termos da lei para obter o recebimento dos custos operacionais acima apontados, ajuíza a Autora a presente ação de cobrança para ver condenado a Réu, no pagamento decorrente dos custos operacionais dispendidos pela Autora para a operação do trânsito decorrente de 73 eventos realizados desde o dia 21/11/2015 até o dia 01/02/2018 (último evento objeto da presente ação), com a devida atualização monetária e a incidência de juros capitalizados mês a mês, ambos contados desde a data do evento até a data do efetivo pagamento", acrescentou.

Procurado, o Palmeiras disse que não comenta situações jurídicas em andamento.

O caso será julgado pela juíza Maria Fernanda de Toledo Rodovalho, que já deu, na última quarta-feira, prazo de 30 dias úteis para o clube contestar a cobrança da CET.

Caso isso não seja feito, "implicará revelia e presunção de veracidade da matéria fática apresentada na petição inicial", decretou a magistrada.