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Copa do Mundo: Rússia tem gêmeos que não se desgrudam e são comparados a C. Ronaldo e Messi

Nesta segunda-feira, às 11h (de Brasília), em Samara, a Rússia enfrenta o Uruguai para definir quem dos dois terminará o grupo A da Copa do Mundo na primeira colocação. Por já estar com a classificação às oitavas de final garantida, esta é a grande oportunidade para o técnico Stanislav Cherchesov poupar alguns titulares e colocar em campo dois jogadores que se conhecem de berço. Literalmente.

Alexey e Anton Miranchuk são gêmeos univitelinos nascidos na cidade de Slavyansk-na-Kubani, em Krasnodar, em 17 de outubro de 1995, e que desde muito cedo mostravam que tinham futuro para o futebol, ainda que fosse em lugares separados.

A vida, contudo, colocou ambos sempre juntos e, como todo bom par de irmãos, revelados pelo Lokomotiv Moscou-RUS, eles simplesmente não se desgrudam.

Alexey, camisa 15 na seleção e 59 no clube, é inegavelmente o mais talentoso dos dois. Prova disso é que sua estreia pela seleção principal aconteceu bem antes, em junho de 2015, enquanto a de Anton, número 16 da Rússia e 60 do Lokomotiv, se deu em outubro do ano passado. O primeiro, de acordo com o Transfermarkt, tem valor de mercado de 14 milhões de euros - seis milhões a mais que seu gêmeo, que, diferentemente de seu irmão, teve de passar por rápido empréstimo ao Levadia, da Estônia, para voltar mais "pronto".

"Dá pra diferenciar bem qual é qual porque eles têm estilo de cabelo e posições diferentes dentro de campo. Eles são moleques que gostam muito de brincar, são bem jovens ainda. Têm muito o que aprender, gostam demais da resenha. Me escutam bastante, falo muito sobre a minha vida pra eles", conta o atacante brasileiro naturalizado russo Ari, que joga com ambos no Lokomotiv.

Todo o amor cultivado pelos dois durante a vida é refletido tanto nas concentrações do clube, como na seleção. Basta dar uma rápida passada em suas contas oficiais do Instagram para perceber que, no mínimo, 80% das fotos que postam são juntos. Seja no treinamento em campo, saindo com amigos ou até mesmo posando com pinta de modelo.

"Eles adoram brincar, principalmente com os brasileiros. Com os mais velhos, eles ficam mais na deles. Todo os dias querem fazer alguma resenha, encher o saco de alguém (risos)", rememora Ari.

"Eles já perguntaram como era meu time no Brasil. Eu brincava que iria contratar eles para o Fortaleza (risos). Eu sempre os aconselhava muito eles saírem da Rússia porque são jovens com grandes potencial. Acredito que se forem para outros centros poderão aprender e crescer muito no futebol", continuou.

O brasileiro, aliás, descreve a forma de jogar dos irmãos Miranchuk como sendo parecida com a dos maiores jogadores do mundo.

"O Alexey é mais estilo Messi, mais técnico e experiência. Ele já foi convocado várias vezes para a seleção e tem uma canhotinha muito fera. Estilo Felipe, ex-Vasco e Flamengo, no auge, com aquela perninha esquerda e drible bem curtos", opina.

FLASH 📸 @miranchuk

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"Já o Anton é o estilo do Cristiano Ronaldo, mais explosivo, mais rápido. Joga um pouco mais atrás do irmão ou ao lado. Joga muito pra frente e procura sempre estar no mano a mano. Até brinquei que ele ia se destacar mais do que o irmão. Ele usa isso muito e vai pra dentro dos caras na velocidade. Ele estão no caminho certo", relata.

Há um "porém": apesar da clara afinidade de ambos com a bola nos pés, ambos não devem ser escalados ao mesmo tempo na seleção, diferentemente do que acontece no Lokomotiv, em que os Miranchuk terminaram com 41 partidas disputadas cada um - Alexey fez oito gols e deu 11 assistências, enquanto Anton foi às redes cinco vezes e deu sete passes para companheiros marcarem.

"Acho difícil o treinador da Rússia colocar os dois irmãos pra jogarem juntos porque eles se procuram muito dentro de campo. Acho que isso pode ser que dificulte um pouco eles jogarem. Mas, para mim, é algo muito positivo os dois fazerem isso tendo como objetivo fazer o gol. Se os colocarem pra jogar no segundo tempo, eles têm tudo para se destacarem. São garotos que têm tudo para, depois, irem para grandes equipes da Europa", conclui.