A participação de Carles Puyol em um programa de televisão do Irã virou assunto para o vice-presidente do parlamento do país. Na verdade, a não aparição do ídolo do Barcelona...
O espanhol tinha tudo acertado para participar de um programa do canal IRIB TV3 e chegou inclusive a desembarcar em Teerã. Ele falaria sobre o duelo entre a seleção local e a Espanha na Copa do Mundo. A entrada, contudo, foi cancelada, e o motivo gerou controvérsia.
Segundo diversos veículos locais, Puyol afirmou que foi barrado por seu cabelo, longo, algo que iria contra os hábitos islâmicos. Depois, contudo, a emissora justificou o cancelamento da aparição ao valor que seria cobrado pelo espanhol por uma participação curta no programa.
O problema é que a polêmica arranhou a imagem do Irã. Ao menos na visão de Alí Motaharí, vice-presidente do parlamento local. O político escreveu, inclusive, carta ao presidente da emissora. Segundo ele, o cancelamento foi uma decisão unilateral e mostra de “falta de diálogo” no país.
Na ocasião do cancelamento da participação de Puyol, o apresentador iraniano comunicou o problema no ar, mas não deu maiores detalhes: “Vocês devem saber que Carles Puyol estaria conosco hoje. Contudo, ele está em seu hotel agora. Fiz tudo que pude, mas não aconteceu.”
Oficialmente, a explicação do canal foi do valor cobrado pelo ex-zagueiro, algo que causou incômodo no Irã depois de episódio semelhante no ano passado com o português Luis Figo.
“Não há necessidade de um estrangeiro receber centenas de milhões (na moeda local, o rial) por alguns minutos em um programa esportivo”, disse Morteza Mir Baqerí, da IRIB TV3.
