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Ex-companheiro de Romário e Mazinho relembra brasileiros com quem atuou: 'Alguns mais profissionais do que outros'

Valery Karpin é uma das maiores referências do futebol na Rússia pós-fim da União Soviética. Nas décadas de 1990 e 2000, o meia direita que conseguia aliar raça e técnica desbravou o futebol espanhol, onde tornou-se referência.

Lá, atuando por Real Sociedad (1994 a 1996 e 2002 a 2005, quando encerrou a carreira), Valencia (1996/1997) e Celta de Vigo (1997 a 2002), ele teve uma carreira consistente e sempre atuando ao lado de brasileiros.

Karpin jogou, por exemplo, com os tetracampeões mundiais Mazinho e Romário, além de Doriva, Sylvinho, Giovanella, Catanha (naturalizado espanhol), Leandro Machado, Edú, Vágner, Luiz Alberto e Rossato. E guarda boas lembranças deles. Além de um pequeno detalhe...

"Tive muitos companheiros brasileiros, Giovanella, Mazinho, atuei com seis ou oito, no Valencia também, até Romário. São muito bons jogadores, alguns mais profissionais do que outros, mas são muito boas pessoas e bons jogadores", disse o hoje técnico do Rostov antes de Brasil 1x1 Suíça.

Questionado se a questão do profissionalismo teria a ver com o gosto pela noite dos jogadores brasileiros, o ex-meia russo (participante das Copas do Mundo de 1994 e 2002) ponderou.

"Já sabemos como são, alguns gostam de trabalhar mais, outros menos. Mas também não vejo problema se saiu à noite, mas apareceu para treinar no dia seguinte. Não é nenhuma novidade", disse.

E quem foi o melhor brasileiro com quem atuou junto?

"Para mim, Mazinho", afirmou Karpin. "Ele jogava de volante, saía armando a jogada, e foi o melhor jogador brasileiro com quem atuei".