Pela primeira vez desde 1970, o Uruguai estreou com vitória em uma Copa do Mundo. O triunfo por 1 a 0 sobre o Egito não foi tranquilo, vindo com um gol de Giménez nos minutos finais da partida, mas valeu para a quebra do tabu.
“Como sempre acontece no futebol, caiu mais uma estatística. E para nós, ganhar partidas nesta fase significa a classificação e aí virão as partidas de matar ou morrer”, disse Óscar Tabárez, técnico da seleção uruguaia.
O comandante celeste também contemporizou a partida abaixo da média do atacante Luis Suárez.
“Partidas ruins já vi com Messi, Pelé, Maradona e tantos outros. Mas Luis Suárez, jogando assim, teve três oportunidades e criou mais algumas. São as famosas fases dos goleadores, as vezes entram todas e as vezes fica pequeno. Não é algo que preocupe, sabemos qual o seu potencial”, disse.
Tabárez ponderou que o Egito poderia estar em uma situação melhor caso Salah estivesse em condições não ficar apenas acompanhando o jogo do banco de reservas, e valorizou o resultado conquistado.
“O Egito trabalha bem as bolas paradas, tem um número seis (Ahmed Hegazi) muito alto para quem mandam muitas bolas na área. Mas trabalhamos muito sobre para onde deveriam ir os cruzamentos. Inclusive, se mostrarmos o gol de Godín contra a Itália e compararmos com o gol de hoje, são muito parecidos”, disse.
“A verdade é que ganhamos com essa jogada e buscamos o gol o tempo todo. Os caminhos para o gol são infinitos”, completou o treinador.
O Uruguai volta a campo na próxima quarta-feira, contra a Arábia Saudita, em Rostov.
