Depois de 10 anos atuando no futebol europeu, o zagueiro brasileiro do Lyon, Marcelo, passou por transformações na sua vida pessoal e profissional. A decisão de jogar fora do Brasil trouxe mudanças importantes, até mesmo, na sua maneira de pensar e agir.
Mais um 'Menino da Vila', Marcelo foi revelado pelo Santos, clube onde chegou a vencer um título estadual. Ele conta que ainda nutre carinho pelo time, mas, hoje descarta um retorno até mesmo ao Brasil, pelos padrões de segurança da Europa.
'No Brasil as coisas não funcionam como aqui na Europa, é muito difícil você trocar as oportunidades, a segurança, as coisas que acontecem aqui pelo Brasil. Então, minha intenção não é voltar'.
Depois do Santos, o segundo passo na sua carreira foi atuar na Polônia, no Wisla Cracóvia. Ele conta sobre as dificuldades iniciais na trajetória internacional.
‘Para se adaptar em um país que você não consegue se comunicar, é muito difícil. Muito desafiador, difícil, pelo estilo de jogo também, muito diferente do Brasil’.
Depois, seu destino foi a Holanda. Em 2010 foi contratado pelo PSV Eindhoven. Sobre essa passagem, o jogador exalta os aprendizados e diz também que foram muito importantes para a sequência da sua carreira.
‘Sempre falo que aprendi futebol quando joguei na Holanda, é uma escola muito boa. Te dá uma boa base, muita coisa me ensinaram, parte de técnica, tática'.
As mudanças não aconteceram apenas nas quatro linhas, ele conta que mudou muito com a vida na Europa. 'Na verdade, quando você vai para fora do seu país, você muda por completo. Tanto como pessoa quanto como atleta, digo, como pessoa você evolui muito. Sua cabeça abre, você começa a falar outras línguas, conhecer outros lugares, pessoas’.
Marcelo completa sobre o aprendizado. ‘Passa a ter uma visão mais global do que acontece no mundo'.
Mesmo com tantos acontecimentos importantes na sua vida fora do Brasil, ele revela que sente saudades, mas, um companheiro de equipe 'ajuda' na resolução disso.
Rafael, lateral do time francês, tem um papel fundamental. 'A convivência com brasileiros é sempre muito importante, pelo momento que a gente está vivendo fora, pela saudade da família, isso mata um pouco a saudade do Brasil'.
Marcelo também recorda com carinho seus tempos de Vila Belmiro, quando ergueu a taça de campeão paulista, em 2007. Como ‘cria’ da base do Santos, ele diz também que ser campeão do estadual foi uma satisfação ainda maior.
'Uma emoção muito grande para mim. Por eu ser de Santos, também. Desde pequeno eu via o Santos ser campeão, essa emoção, tudo que acontecia quando você vencia um título. E participando com o clube que você ama, que te revelou, é muito mais especial'.
