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'Desejamos sucesso ao Scarpa, mas queremos que nossa situação seja olhada com carinho', diz vice do Flu

Após o TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília, negar nesta quinta-feira o recurso movido pela defesa do meia meia Gustavo Scarpa, mantendo o atleta vinculado ao Fluminense, o vice-jurídico da equipe carioca, Miguel Pachá, falou com exclusividade à ESPN Brasil e comentou os próximos passos do clube no caso.

"A tendência é que se busque uma solução que seja favorável a todos. O Fluminense, desde o início desta história, tentou buscar uma solução que atendesse aos interesses de todos os envolvidos. Não existe no Fluminense nenhum interesse em prejudicar o atleta, mas o Fluminense não pode sair disso prejudicado", afirmou.

O caso ainda segue em trâmite na 70ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro e tem audiência de conciliação marcada para 14 de abril para resolução. Caso um acordo não seja alcançado, uma nova audiência deve ser marcada para agosto.

"Minha expectativa como tricolor é ver essa situação resolvida o mais rápido possível. O que o Scarpa fez não foi a melhor forma de se buscar uma mudança na carreira. vamos tentar manter os interesses do Fluminense e virar essa página o mais rápido possível. Se houver vontade, o Fluminense vai estar sempre com a disposição que mostrou desde o início dessa controvérsia", ressaltou.

"O Fluminense não gostaria de estar envolvido nisso. É uma página ruim para todos os envolvidos. Temos pelo Scarpa um carinho muito grande. É um jogador que optou por sair, mas que nos deu muitas alegrias. Desejamos a ele um sucesso grande na carreira, mas frisamos que a situação do Fluminense tem que ser olhada com carinho", salientou.

No processo em questão, o meio-campista pediu a rescisão unilateral de seu contrato com o Fluminense, pagamento de valores atrasados e uma compensação referente ao que teria por receber até o fim de seu vínculo, até 2020, em um valor total que ultrapassa R$ 9 milhões.

"Nós deixamos muito claro que o Gustavo Scarpa podia sair para jogar onde bem entendesse, mas nossa vontade era vê-lo saindo pela porta da frente. Isso foi dito desde o início. Nós formamos o jogador, revelamos o jogador, gostaríamos de ter tido um relacionamento que não ficasse abalado, mas infelizmente isso não aconteceu. Agora, é tentar viabilizar uma forma como as coisas se resolvam", analisou.

"O Fluminense torce para que ele não tenha nenhum problema na carreira, mas que possa repensar seus passos. Quando olhar para trás, tem que ver o Fluminense como time que o revelou, e que precisa ser olhado com carinho nessa relação. É isso que estamos buscando", acrescentou.

"O Fluminense sempre esteve aberto ao diálogo, mas esse diálogo foi interrompido depois que foi rompido o vínculo com o Fluminense e aconteceu a assinatura com o Palmeiras. Espero que a gente possa resolver isso da melhor forma para todas as partes", complementou.

Pachá ainda explicou que o Palmeiras não está envolvido na batalha jurídica entre Flu e Scarpa, mas que observa a questão como parte interessada, sem procurar o Tricolor para qualquer tipo de acordo até o momento.

"Tem essa audiência de conciliação que está marcada no processo que o Scarpa requer a rescisão do vínculo contratual. Na verdade é um processo na Justiça do Trabalho no qual a parte é o Gustavo Scarpa, o Palmeiras não é parte nesse processo. O Palmeiras, como interessado, deve buscar outras formas", afirmou.

"Por enquanto, não tivemos do Palmeiras nenhuma sinalização. Não existe nenhum tipo de acordo sendo costurado nesse momento. Em relação às estratégias que vamos ter, isso vai se desenhando à medida que os fatos forem acontecendo. Não posso adiantar o que vai acontecer nem o que vai deixar de acontecer", finalizou.