Nesta quinta-feira, o Palmeiras visita o Junior-COL, às 21h30 (horário de Brasília), pela estreia da Copa Libertadores de 2018. Será apenas o segundo jogo entre as equipes em toda a história, e, para o bem de todos, é melhor que ela termine de uma maneira bem diferente do primeiro duelo entre elas.
Este encontro aconteceu em 25 de julho de 1997, quando o "Verdão" disputou o torneio amistoso Reebok Cup, nos Estados Unidos.
Após começar batendo o New England Revolution por 1 a 0 dois dias antes, o time comandado por Luiz Felipe Scolari teve a equipe de Barranquilla como segunda adversária.
A partida, que terminou em empate por 2 a 2, foi realizada no estádio Orange Bowl, em Miami, e o clube paulista jogou com Velloso; Pimentel, Roque Júnior, Cléber (Júnior Tuchê) e Júnior; Galeano, Amaral, Marquinhos (Alex) e Zinho; Euller e Oséas (Viola).
Euller abriu o placar para os alviverdes aos 16 do primeiro tempo, mas o folclórico atacante brasileiro Clóvis, ex-Vasco, Corinthians, Santos, Grêmio, Atlético-PR e Guarani, igualou apenas cinco minutos depois.
Na segunda etapa, Villarete aproveitou contra-ataque e virou para os colombianos, já aos 40 minutos, em uma trapalhada da defesa palestrina.
Quando parecia que o Junior sairia vencedor do confronto, porém, o jovem meia Alex, que havia sido contratado há poucos dias pelo Palmeiras, fez uma pintura em cobrança de falta e deu números finais ao confronto.
Foi o 1º gol do camisa 10 pelo "Verdão". Nos anos seguintes, ele se tornaria ídolo da torcida e conquistaria títulos como a Libertadores de 1999, a Copa do Brasil 1998 e a Copa Mercosul 1998, chegando à seleção principal.
"Eu havia recém-chegado ao clube. Voltei do Mundial sub-20 com a seleção e aí começou o Brasileirão. Jogamos algumas partidas e viajamos para os Estados Unidos. Foi nesse torneio que comecei a ter mais espaço, e acabei até fazendo gol nesse jogo contra o Junior", lembrou Alex, ao ESPN.com.br.
Aquele Palmeiras x Junior, porém, é mais lembrado pela incrível confusão que ocorreu nos minutos finais, e que inclusive obrigou o árbitro norte-americano Raúl Domínguez a encerrar a partida.
Tudo aconteceu depois que o lateral Pimentel se chocou forte com um adversário, dando início a um quebra-pau generalizado e cenas lamentáveis.
O momento mais recordado foi quando o massagista do "Verdão", conhecido como Birô, puxou uma tesoura para se defender dos colombianos.
"A briga tinha começado entre os reservas no banco, aí no final do jogo deu uma confusão danada. Teve empurra-empurra, foram pra cima do massagista e ele, para se defender, puxou uma tesoura (risos). Foi assim que acabou aquela partida (risos)", diverte-se Alex, 21 anos depois daquele episódio.
Euller também guarda lembranças daquela bagunça.
"Lembro que esse torneio nos Estados Unidos era para servir de preparação para a equipe que o Felipão estava montando. Era um estádio muito bonito, e o jogo começou bem tranquilo. Não tinha qualquer problema entre os jogadores e não existia qualquer rivalidade entre as equipes", conta.
"Começamos ganhando, mas no decorrer do jogo as coisas foram esquentando e no fim houve aquela confusão generalizada. Não ficou uma imagem boa para ninguém. De toda forma, serviu como preparação para o que a gente queria, que era dar experiência e rodagem pra equipe", acrescenta o "Filho do Vento".
Depois disso, Palmeiras e Junior nunca mais se cruzaram em campo.
O elenco comandado por Luiz Felipe Scolari ainda disputou mais uma partida válida pela Reebok Cup dois dias depois da confusão. Em Chicago, os alviverdes foram goleados por 4 a 1 pelo forte Necaxa-MEX, que tinha nomes como o equatoriano Alex Aguinaga e o mexicano Cuauhtémoc Blanco, autor de dois gols naquela noite - Zinho fez o tento de honra brasileiro.
