O Senegal apresentou um recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte após a decisão de anular a vitória do país contra Marrocos na Copa Africana de Nações.
Na última semana, uma comissão de apelação da Confederação Africana de Futebol concedeu, de forma controversa, o título de 2026 ao Marrocos, anulando a vitória do Senegal por 1 a 0 e impondo uma derrota por 3 a 0, após determinar que a seleção senegalesa havia perdido a partida por desistência, depois de deixar brevemente o campo em protesto contra um pênalti contestado concedido aos anfitriões do torneio nos acréscimos.
Dois meses após a final em Rabat, os juízes de apelação da CAF retiraram o título do Senegal como punição pela paralisação de 15 minutos dos jogadores em protesto contra um pênalti marcado a favor do Marrocos no último minuto do tempo regulamentar.
O árbitro reiniciou a partida após o retorno do time senegalês, e o pênalti cobrado pelo Marrocos foi então defendido. O Senegal marcou na prorrogação e venceu a seleção anfitriã por 1 a 0.
O CAS confirmou que o processo formal foi iniciado pela Federação Senegalesa de Futebol (FSF), que busca anular a decisão da CAF e se declarar vencedora, além de solicitar a suspensão imediata do prazo para apresentação do recurso até que a decisão da CAF seja notificada "com todos os fundamentos".
Embora um painel arbitral seja nomeado para analisar a questão, devido às complexas regras processuais sobre o tempo necessário para que ambas as partes apresentem seus argumentos legais, o CAS afirmou que "não é possível prever um cronograma processual e indicar quando uma audiência será agendada".
O diretor-geral do CAS, Matthieu Reeb, afirmou em comunicado: "O CAS está perfeitamente equipado para resolver este tipo de litígio, com a assistência de árbitros especialistas e independentes."
"Entendemos que as equipes e os torcedores estão ansiosos para saber a decisão final e garantiremos que os procedimentos de arbitragem sejam conduzidos o mais rapidamente possível, respeitando o direito de todas as partes a uma audiência justa."
Informações da AP e da PA foram utilizadas neste relatório.
