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Senegal recorrerá ao TAS após Marrocos ser declarado campeão da Copa Africana de Nações

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Confederação tira título histórico de Senegal na Copa Africana por WO; Bertozzi explica decisão e aponta possível contestação (1:35)

Marrocos foi declarada como campeã da competição após derrota doída na decisão; entenda os motivos do WO (1:35)

A Federação Senegalesa de Futebol confirmou nesta quarta-feira (18) a decisão decorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte após o país ter perdido o título da Copa Africana de Nações.

A Confederação Africana de Futebol anunciou na noite de terça a decisão de atribuir a vitória a Marrocos, dois meses após o desfecho polêmico do torneio.

Uma comissão de apelação determinou que a seleção do Senegal havia perdido a partida por WO ao deixar o campo em protesto contra um pênalti contestado nos acréscimos.

Em resposta, por meio de um comunicado divulgado na plataforma X, a federação senegalesa citou a decisão como “iníqua, sem precedentes e inaceitável”, afirmando que ela “desacredita o futebol africano”.

“Para a defesa dos direitos e interesses do futebol senegalês, a federação iniciará, com a maior brevidade possível, um processo de apelação perante o Tribunal Arbitral do Esporte em Lausanne”, acrescentou o comunicado.

Abdoulaye Seydou Sow, secretário-geral da Federação Senegalesa de Futebol, declarou à emissora pública Radiodiffusion Télévision Sénégalaise na noite de terça-feira: “Não vamos recuar. A lei está do nosso lado”, classificando a decisão como uma “vergonha para a África”.

O que aconteceu?

A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou, nesta terça-feira (17), uma mudança oficial no resultado da última Copa Africana de Nações.

Após analisar um recurso interposto pela Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF), o Comitê de Apelações da entidade decidiu declarar a seleção de Senegal derrotada por W.O. na final da competição.

Com a decisão, o título passa a pertencer ao Marrocos. A reviravolta fundamenta-se na aplicação dos artigos 82 e 84 do regulamento da competição.

Segundo o relatório, a equipe senegalesa teria deixado o campo antes do término programado da partida sem a permissão do árbitro, infração que acarreta a perda automática dos pontos.

De acordo com o comunicado da CAF, o Artigo 82 estabelece que qualquer equipe que abandone o gramado prematuramente será considerada perdedora e eliminada do torneio.

Complementarmente, o Artigo 84 determina a exclusão permanente da seleção infratora e a ratificação do placar de 3 a 0 em favor do adversário.

O resultado da final foi oficialmente alterado para 3 a 0 a favor de Marrocos.

Leia a nota emitida pela Federação Real Marroquina de Futebol

"A Federação Real Marroquina de Futebol toma conhecimento da decisão emitida pela Comissão de Apelações da Confederação Africana de Futebol (CAF).

A FRMF gostaria de reiterar que sua abordagem nunca teve a intenção de questionar o desempenho esportivo das seleções envolvidas nesta competição, mas sim de solicitar a aplicação do regulamento.

A Federação reafirma seu compromisso com o respeito às regras, a garantia da clareza no âmbito competitivo e a manutenção da estabilidade das competições africanas.

Por fim, deseja parabenizar todas as nações que participaram desta edição da Copa Africana de Nações, que representou um momento importante para o futebol africano.

A Federação divulgará oficialmente sua posição amanhã, após a reunião de seus órgãos diretivos."