Aos 42 anos de idade, André Jardine pode dizer que tem um passado robusto, um presente estabelecido e um futuro de inúmeras possibilidades no futebol. Tricampeão mexicano com o América, o treinador já traçou seu próximo objetivo na carreira.
Ex-treinador do São Paulo e da seleção brasileira olímpica, Jardine confidenciou à ESPN o seu desejo de trabalhar no futebol espanhol.
"Sim, já confidenciei a pessoas mais próximas. No meu início, ainda dentro do futsal, fui um profissional que tive a seleção espanhola como referência. Depois fui ao futebol de campo, justamente no momento em que surge o Barcelona de Guardiola e a seleção de Vicente del Bosque. Sempre fui um amante do futebol espanhol. É uma liga (LALIGA) que me encanta, que acompanho com carinho e atenção”, disse.
“Tenho vontade de, ao sair do México, por que não satisfazer esse objetivo que tenho, de conhecer o campeonato dentro de um clube, participando de jogos. É um sonho que tenho, algo que me motiva e que vou trabalhar muito para que se torne realidade, mas sem pressa, porque estou muito feliz no América. A vida é feita de sonhos, já realizei alguns, então dirigir na Espanha é um dos que tenho. Vamos ver se conseguirei realizar”, completou.
Foi justamente contra a Espanha que André Jardine foi campeão olímpico. Em agosto de 2021, após uma passar por Egito e México, nas quartas e semifinal do torneio, o Brasil conquistou seu segundo ouro olímpico no futebol masculino ao vencer a Espanha, na prorrogação, por 2 a 1 – gols de Matheus Cunha e Malcom.
De lá para cá, Jardine comandou o Atlético San Luis, do México, por duas temporadas, antes de desembarcar no América. Vivendo sua terceira temporada à frente do clube mexicano, já com quatro títulos na bagagem, o treinador entende que naturalmente atrairá a atenção de diferentes seleções.
“Ainda não (está na hora de sair do América). Creio que estamos fazendo um grande trabalho à frente do América, que vai chamar atenção não só da seleção mexicana, mas de muita gente de fora. O Brasil também, pela história que temos no país e o ouro olímpico que ganhamos”, analisou.
“Mas hoje a seleção tem um dos melhores treinadores do mundo, com um currículo impressionante, e a mexicana também, com um treinador que já comprovou seu nível. Da minha parte, sigo feliz à frente deste clube, que é um gigante e me dá tudo que precisamos para brigar por títulos e escrever nossa história", finalizou.
Após um 2025 sem taças, sendo o primeiro ano sem conquistas de Jardine no México, o treinador começa a temporada com reforços brasileiros em seu elenco. Raphael Veiga, emprestado pelo Palmeiras, e Lima, negociado pelo Fluminense, vão ajudar o time mexicano a recuperar o status de campeão das últimas temporadas.
