Para pontuar logo de início: Romário, campeão do mundo com a seleção brasileira em 1994, é disparado o reforço mais impactante (com sobras) da história do futebol brasileiro. Aos 29 anos, trocou o Barcelona pelo Flamengo em 1995. Dois poderosos. E fez tudo isso no auge. Ponto. Nem sequer há discussão.
Lucas Paquetá, aos 28 anos, deixa o modesto West Ham também para regressar ao time rubro-negro. Sim, um golaço-aço do clube carioca, que desembolsou o maior valor de sempre numa transferência no país: 42 milhões de euros (pouco mais de R$ 260 milhões). Vale cada centavo.
Desconsiderando os pesos pesados (nacionais) que voltaram ao Brasil já perto do fim de carreira, como Ronaldo (Corinthians-2009), Ronaldinho Gaúcho (Flamengo-2011) e Kaká (São Paulo-2014), ainda vejo que Paquetá está um pouco atrás de Alexandre Pato.
Pato, com apenas 23 anos, deixou o gigante Milan para fechar com o recém-bicampeão mundial Corinthians, em 2013, por aproximadamente 15 milhões de euros (R$ 40 milhões naquela altura) por 60% dos direitos econômicos. Eram outros tempos. Outros valores. Outra cotação. Justo contextualizar.
A (minha) comparação somente existe aqui porque, de forma totalmente despretensiosa (e respeitosa), levantei a discussão ‘Lucas Paquetá x Alexandre Pato’ na edição de quarta-feira (28) da ‘Fala a Fonte’, a live diária no YouTube da ESPN (de segunda a sexta-feira, sempre às 9h, de Brasília).
Naturalmente, houve depois muita repercussão nas redes sociais. Consequentemente, bastante perseguição e insultos também, como de costume. Estou acostumado. Segue o jogo.
É verdade que Pato, quando voltou ao Brasil, vinha de algumas lesões e caminhava para deixar de ser aquele que chegou a fazer com que Cafu, Nesta e Maldini acreditassem estar diante de "um dos maiores atacantes de todos os tempos" (palavras do próprio capitão do penta).
O atacante revelado pelo Inter vestiu a histórica camisa 7 de Marcelinho Carioca e foi uma completa decepção. Um verdadeiro fracasso. Ok. Entretanto, levando em conta essencialmente o momento (!) da contratação em si, ainda acaba por ser mais contundente do Paquetá hoje no Flamengo.
Dito isso, Lucas Paquetá, mesmo que não tenha o currículo, a grife e até o talento de Alexandre Pato, sem falar nas posições diferentes, seguramente tem qualidade, profissionalismo e carisma de sobra para deitar e rolar no futebol brasileiro, especialmente defendendo o time mais bem organizado (dentro e fora de campo) do país.
