Viña explica detalhes da saída do Flamengo e diz por que 'não foi difícil' aceitar oferta do River Plate

Uma das saídas já confirmadas do Flamengo em 2026, Matías Viña vai defender as cores do River Plate até o final da temporada. O vínculo do lateral uruguaio será por empréstimo e com opção de comprar que pode até se tornar obrigatória.

Em entrevista exclusiva ao SportsCenter da ESPN argentina, nesta sexta-feira (9), Viña deu detalhes sobre a decisão de se transferir ao River, colocando a busca por mais minutos em campo como fator fundamental.

“A decisão não foi difícil. Quando Enzo (Francescoli) me fez a proposta, decidi vir para o River. Eu não estava tendo minutos no Flamengo: éramos três laterais (Alex Sandro e Ayrton Lucas) e eu estava voltando de uma lesão, retornei no meio do ano, em junho, e eles vinham de uma pré-temporada em janeiro, e eu estava com pouco ritmo, porque não tinha, com a questão dos minutos, porque era difícil conseguir jogar por sermos três”

“E quando me propuseram vir para cá, quando o Enzo me ligou, eu aceitei, porque obviamente é um grande clube. Tentar competir, mesmo com a presença de Marcos (Acuña), competir com ele para crescer. Não só eu, mas todos vão crescer também. Acho que a competição no futebol é o mais importante. E acho que isso é o principal: tentar ter minutos, jogar, competir e vencer, que é o mais importante”

Viña também colocou o desejo do River Plate em tê-lo no elenco como decisivo para a transferência se concretizar.

“Eles me disseram claramente que queriam que eu estivesse aqui, que viesse competir por uma vaga. Obviamente, é a primeira vez que sinto isso, essa sensação. Em todos os outros times em que joguei, quando tive que sair do Nacional, foi mais pelo bem do Nacional que eu fui para o Brasil”, completou.

“O mesmo aconteceu no Palmeiras. Nem a Roma me chamou. Foi o primeiro time que me chamou com tanta vontade e, obviamente, não precisei pensar muito para tomar a decisão. Gostei do que conversamos e decidi vir para cá”, finalizou.

O Flamengo investiu 8 milhões de euros (R$ 42 milhões na cotação da época) para tirar o lateral da Roma, da Itália. Em sua primeira temporada, Viña disputou 22 partidas, fez um gol e deu duas assistências.

Ainda em seu primeiro ano no Rubro-Negro, uma grave lesão no joelho tirou o uruguaio dos gramados por quase um ano. Recuperado, o lateral não conseguiu se reestabelecer na equipe comandada por Filipe Luís.