Passando pela maior crise de sua história por conta de dívidas, o San Lorenzo foi alvo de um ultimato dos seus próprios jogadores por conta das condições de trabalho oferecidas pelo clube.
Em um comunicado publicado pelos atletas, é externada a preocupação com a situação precária que o San Lorenzo vive desde o início da temporada, incluindo coisas básicas como alimentação e água quente.
Sem receber salários desde agosto, os jogadores também fizeram uma forte cobrança à diretoria do clube de Buenos Aires, citando as promessas não cumpridas. "Não se trata apenas de dinheiro; trata-se também de respeito, dignidade e das condições mínimas de trabalho que todo trabalhador merece", diz trecho do comunicado.
Este é mais um protesto protagonizado pelos atletas em 2025. Em maio, o elenco do San Lorenzo faltou ao treino por conta do atraso salarial, com Iker Muniain, atacante espanhol que já deixou o clube, à frente do discurso.
A crise do clube de Boedo teve início em 2023, quando o presidente Marcelo Moretti assumiu e protagonizou uma série de escândalos, incluindo a falsificação de documentos. O mandatário chegou a deixar o cargo, mas retornou após uma ação judicial. Ao mesmo tempo, San Lorenzo acumula dívidas milionárias, que também deram início a problemas financeiros.
Leia o comunicado dos jogadores do San Lorenzo:
"Os jogadores do elenco profissional do Club Atlético San Lorenzo de Almagro desejam expressar publicamente sua profunda preocupação e inquietação com a situação precária que enfrentamos desde o início da temporada.
Desde agosto, em alguns casos, não recebemos nossos salários integrais, o que impacta diretamente nossas famílias e compromete o andamento normal de nossas atividades profissionais.
Além disso, enfrentamos outras dificuldades diárias: falta de alimentação adequada, ausência de itens básicos no vestiário (água quente) e a falta de soluções concretas por parte da diretoria, apesar das repetidas promessas que nunca foram cumpridas.
Durante todo esse período, fomos pacientes, responsáveis e respeitosos. Continuamos treinando, competindo e representando o clube com o máximo empenho, sempre priorizando as cores, a instituição e seus membros. No entanto, sentimos que chegou a hora de levantar nossas vozes mais uma vez.
Não se trata apenas de dinheiro; trata-se também de respeito, dignidade e das condições mínimas de trabalho que todo trabalhador merece.
A situação atual é insustentável e exige uma solução imediata e séria. Esperamos que a direção do clube aja com a responsabilidade que este momento exige. Não buscamos conflito, mas sim uma solução concreta e justa que nos permita realizar nosso trabalho em condições condizentes com o compromisso que sempre demonstramos."
