Enquanto o calendário europeu e o número de partidas têm sido duramente criticados por figuras importantes do futebol internacional, há quem esteja contente e que deseja, inclusive, que exista mais partidas a serem disputadas. É o caso de Joshua Kimmich, astro do Bayern de Munique e da seleção alemã.
“Talvez eu seja um pouco impopular por dizer isso, mas sou daqueles que sempre quer jogar, que gosta de muitos jogos. Também estou ansioso para jogar essas partidas da Liga das Nações”, disse o atleta, que está concentrado com a seleção da Alemanha para o duelo contra Bósnia e Herzegovina, nesta sexta-feira, às 15h45, pela Uefa Nations League, em duelo que terá transmissão ao vivo no Disney+.
Kimmich, no entanto, admitiu que a carga física sofre com o excesso de partidas. Mas, para o astro, reduzir o número de confrontos não fará com que graves lesões sejam evitadas. “As lesões musculares estão certamente relacionadas com as altas exigências”.
“Os elencos estão um pouco maiores. Mais alterações podem ser feitas. Não sei se você se machuca menos se tiver menos jogos”. Na contramão de Kimmich, profissionais como Rodri, meio-campista do Manchester City, se manifestaram como críticos ao excesso de jogos.
Recentemente, Rodri disse que os jogadores do futebol europeu estão "perto" de organizarem uma greve devido ao alto número de jogos que são obrigados a atuar. As reclamações são por conta do aumento de partidas no novo formato da Uefa Champions League e com o futuro novo Mundial de Clubes da Fifa.
"Acho que essa [ideia de greve] é a opção geral dos jogadores. Se as coisas seguirem assim, vai chegar um momento em que não haverá outra opção", disse Rodri, que teve o discurso endossado por Courtois, goleiro do Real Madrid.
"Há muitos jogos. Os torcedores querem ver o que há de melhor, então temos que encontrar um equilíbrio. Como há muitos jogos atualmente, há também muitas lesões", apontou.
"Com a Nations League e o Mundial de Clubes, mais jogos foram colocados no calendário. As pessoas dizem que nós [futebolistas] ganhamos muito dinheiro e não podemos reclamar, e isso é verdade, mas temos que encontrar o equilíbrio, porque, da forma que está, os melhores (jogadores) não conseguirão jogar", complementou.
