A Fifa avalia rever as regras que impedem que jogos de ligas nacionais sejam disputados em outros países.
No início desta semana, a entidade máxima do futebol mundial encerrou uma disputa judicial que tinha com a Relevant, promotora esportiva norte-americana, sobre a impedição de clubes europeus realizarem jogos oficiais nos Estados Unidos.
É esperado que, além dos Estados Unidos, a Arábia Saudita também seja palco de partidas de clubes europeus no futuro.
A nova política da FIFA provavelmente será atraente para o número crescente de proprietários internacionais de clubes europeus, incluindo a onda de investidores norte-americanos na Premier League, na Série A e na Ligue 1, bem como para clubes que sejam financiados por estatais como Manchester City, Paris Saint-Germain e Newcastle.
A partir de agora, a FIFA elabora a criação de um painel de 10 a 15 pessoas que representam as partes interessadas do futebol para discutir sobre a alteração das regras dos chamados jogos "fora de território". As regras foram alteradas pela última vez em 2014.
Desde então, as tentativas de realizar jogos de ligas europeias no exterior, incluindo levar o Barcelona a Miami em 2019, foram impedidas, uma vez que os promotores norte-americanos procuram dar aos torcedores mais do que apenas jogos de exibição de pré-temporada.
A FIFA orientou o seu grupo de trabalho, que ainda não foi nomeado, a considerar a justiça e a dar “aviso prévio aos torcedores que possam perder a oportunidade de assistir a um jogo em casa ou fora de casa”.
Outros fatores para o painel da FIFA incluem o “respeito pela estrutura reconhecida do futebol internacional” e a potencial perturbação para os torcedores, clubes e ligas no país que acolhe jogos “fora de território”.
Em abril deste ano, Javier Tebas, presidente de LALIGA, deixou em aberto a esperança que tinha de ver uma partida do Campeonato Espanhol ser realizada nos Estados Unidos.
“Não sei quando, mas desta vez a LALIGA disputará jogos oficiais no exterior. Acho que pode ser a partir da temporada 2025-26”, disse Tebas ao diário espanhol Expansión.
“Um jogo oficial nos Estados Unidos fortaleceria a nossa posição no mercado norte-americano, que é o segundo [maior] da competição depois da Espanha. Outras ligas realmente competitivas estão chegando, então nem sempre podemos fazer a mesma coisa. Elas saltariam na nossa frente”, finalizou.
