<
>

'Pelé é insuperável': Tostão diz por que o Rei é o maior da história, mas cita jogadores que conseguiram se aproximar

Rei do Futebol, Pelé morreu nesta quinta-feira (29), aos 82 anos


Companheiro de Pelé na Copa do Mundo de 1970 e em diversas ocasiões com a seleção brasileira, Tostão não tem dúvidas de que o Rei do Futebol, que morreu nesta quinta-feira (29), aos 82 anos, "foi o maior jogador de todos os tempos".

"Tenho muita honra de ter jogado ao lado do Pelé. Ter sido um coadjuvante, ajudado o Pelé em campo. O mundo todo reverencia o Pelé. O Pelé é impressionante como ninguém duvida, ninguém questiona a sua condição de maior jogador da história. Porque ele tinha em altíssimo nível tudo que é possível um jogador fazer. Então a gente imagina um jogador perfeito", disse o ex-jogador em participação exclusiva no ESPN FC.

"Quando eu passei a ser analista de futebol, comecei a lembrar do passado do Pelé e falei assim: 'quero ver, lembrar se o Pelé tinha alguma coisa que ele não era muito bom'. E não encontrei. Ele era espetacular em todos os itens possíveis de um jogador de futebol".

Apesar de considerar o Rei como o maior jogador de todos os tempos, Tostão também citou uma lista dos atletas que mais se aproximaram de Pelé.

"Alguns grandes jogadores da história foram esses que você (Silas) citou (Tostão, Rivellino, Gerson, Clodoaldo, Eusébio, Cruyff, Beckenbauer). Mais recentemente, Maradona e Messi. O Mbappé tem tudo para crescer no futebol. Mas acho que o Pelé é o maior de todos. Quando eu vi o Eusébio jogar de perto, na Copa de 66, que eu tava no estádio, eu não esqueço. Fiquei impressionado porque o Eusébio tinha uma força física e uma técnica exuberante. Parecia o Pelé jogando. Mas a carreira do Pelé é uma sucessão de lances, de títulos, de conquistas impressionantes. Então ele é o maior de todos. Eu considero talvez o Messi o segundo maior, mas o Messi não tem algumas coisas que o Pelé tinha", analisou.

"O Pelé era de uma força física muito grande, uma impulsão muito grande, fazia muito gol de cabeça, com as duas pernas. O Pelé tinha um senso prático exuberante. Ele não era jogador artístico, de lances especiais, como o Ronaldinho, Maradona. Isso não significa que Ronaldinho e Maradona não foram espetaculares, mas eles gostavam da firula, do jogo bonito. O Pelé tinha um senso de praticidade, minimalista, de poucos movimentos do corpo. De já entrar na área chutando, no lugar certo, com uma perfeição muito grande. Ele foi realmente o melhor de todos. Não há dúvida nenhuma. Tive a sorte de ver essa turma toda jogando e não tenho dúvida: o Pelé é insuperável".

O adeus ao Rei do Futebol

O Rei do Futebol deu seu último passo. Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, morreu nesta quinta-feira, 29 de dezembro de 2022, às 15h27. Em comunicado, o Hospital Israelita Albert Einstein confirmou que o maior atleta de todos os tempos faleceu em decorrência da falência múltipla de órgãos.

Aos 82 anos, o Rei não resistiu a complicações de um câncer que teve origem no cólon (parte do intestino grosso) e se espalhou em metástase por fígado, um dos pulmões e restante do intestino.

Em função do estado debilitado pelo câncer metastático, Pelé teve complicações cardíacas, respiratórias e renais. Pelé estava internado desde 29 de novembro.

Tricampeão mundial com a seleção brasileira em 1958, 1962 e 1970 e multicampeão com o Santos, seu único clube no Brasil em toda a carreira entre 1956 e 1974, Pelé, que ainda defendeu o New York Cosmos-EUA de 1975 a 1977, já sofria com problemas no quadril desde 2012 e se locomovia com o auxílio de uma cadeira de rodas em suas aparições públicas nos últimos anos.

Mineiro de Três Corações, onde nasceu em 23 de outubro de 1940, Edson deixa a esposa, Márcia Aoki, e teve oito filhos (uma de criação) - três deles com Rosemeri dos Reis Cholbi, a primeira cônjuge (de 1966 a 1982) - Kely, Edinho e Jennifer; 'três' com Assíria Seixas, a segunda (de 1994 a 2008) - os gêmeos Joshua e Celeste, além de Gemima, esta criada em conjunto com ele desde que tinha apenas oito meses de vida; e outros dois de relações extraconjugais - Flavia Christina e Sandra Regina.