Flamengo e Paulo Sousa seguem com impasse sobre rescisão contratual
Dez dias após a demissão de Paulo Sousa, o Flamengo e representantes do treinador ainda negociam a forma de pagamento da rescisão de contrato do português. E as conversas ganham novos capítulos a cada dia.
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o técnico ameaçou levar o Flamengo à Fifa, caso o clube não pague os R$ 6 milhões de multa pela rescisão do vínculo. No entanto, neste domingo (19), o vice-presidente jurídico, Rodrigo Dunshee, usou seu perfil no Twitter para negar o fato.
O dirigente garantiu que o Flamengo pagará tudo o que Paulo Sousa e sua comissão técnica têm direito e criticou o staff do português por supostamente ter vazado o assunto para a imprensa.
“Não é verdade. Flamengo é um clube cidadão que cumpre suas obrigações. Não vou entrar em detalhes porque é assunto interno e privado até que seja concluído, mas Flamengo pagará tudo que Paulo Sousa tem direito e nada mais. Triste ver que levaram o assunto para a mídia. Péssimo do staff do Paulo Sousa”, escreveu Dunshee.
Em contato com a ESPN, Hugo Cajuda, empresário de técnico, não quis se posicionar sobre o assunto.
''Prefiro não comentar. Silêncio às vezes diz tudo'', afirmou o agente.
Entenda a polêmica
Paulo Sousa foi demitido do Flamengo no após a derrota por 1 a 0 para o Red Bull Bragantino pelo Campeonato Brasileiro no dia 9 de junho. De lá para cá, o treinador e o clube seguem com impasse sobre a rescisão de contrato do português.
De acordo com o jornal o Globo, o Flamengo voltou atrás no acordo com o técnico para pagamento da multa rescisória.
Na última sexta-feira (17), o departamento jurídico rubro-negro teria enviado uma documentação com números diferentes aos que haviam sido ajustados, sugerindo desconto no pagamento devido. Tal atitude teria irritado o português, que ainda estava no Rio de Janeiro para resolver pendências.
Segundo o jornal, o treinador estuda levar o clube à Fifa. O Rubro-Negro deve os salários do técnico até dezembro, valor que gira em torno de R$ 6 milhões, sem contar o que precisa pagar aos membros da comissão.
