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Após dar prazo ao Flamengo, Jorge Jesus crava que não voltará ao Brasil e fala sobre possível acerto com novo clube

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Paulo Sousa diz que respeita Jorge Jesus, cita Carpegiani e afirma: 'Que tenha paz consigo mesmo' (0:48)

Treinador concedeu entrevista coletiva após derrota do Flamengo para o Botafogo no Brasileirão (0:48)

Treinador conversou com o canal de televisão SIC Notícias, em Portugal, e cravou que não retornará ao Brasil


“Não volto ao Brasil”. Foi desta forma que Jorge Jesus falou ao canal de televisão SIC Notícias, ainda no aeroporto, em sua chegada a Portugal. O treinador passou um período de cerca de dez dias no Brasil e causou alvoroço após estipular a Renato Maurício Prado, colunista do portal UOL, um prazo até o dia 20 de maio para que o Flamengo, seu ex-clube, o procurasse.

Jorge Jesus ainda deixou em aberto a possibilidade de assumir o Fenerbahce, da Turquia. O clube europeu realizou uma oferta oficial ao português, que deve decidir em breve seu futuro. A informação de uma possível ida à Turquia e o fechamento do mercado em Portugal para o técnico foi trazida pelo ESPN.com.br na última semana.

Entenda a história

Há alguns dias, Jorge Jesus esteve na casa de Kléber Leite, ex-presidente do Flamengo, ao lado de Renato Maurício Prado, colunista do portal UOL. Lá, o ex-treinador do Rubro-Negro fez críticas veladas ao time de Paulo Sousa e ainda disse que gostaria de voltar a dirigir a equipe, dando um prazo de pouco menos de duas semanas para que o clube o procurasse.

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"Quero voltar, sim. Mas não depende só de mim. Posso esperar até pelo menos o dia 20. Depois disso, tenho que decidir minha vida", começou por afirmar, antes de falar sobre os sentimentos que tem pelo clube carioca.

"Esse time ainda mexe comigo. Me incomoda vê-lo em dificuldades. Tenho certeza de que se eu tivesse continuado teríamos conseguido uma longa hegemonia por aqui. Estávamos bem à frente dos demais."

Em 2020, após um 2019 mágico pelo Rubro-Negro, Jorge Jesus, que havia renovado o contrato, aceitou uma proposta do Benfica, clube que já havia dirigido. E a pandemia foi fundamental para a decisão de voltar a Portugal.

"A pandemia me afetou demais. Foi algo absolutamente inesperado e devastador. Fiquei completamente só. Um funcionário deixava a comida na soleira da porta do meu apartamento e saía correndo. Parecia que eu estava vivendo num leprosário. Era muito difícil. Por isso, quando surgiu o convite do presidente do Benfica, um velho amigo, aquela me pareceu a melhor opção. Inclusive para voltar a viver perto da minha família", completou.