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Jorge Jesus diz que quer voltar ao Flamengo e dá prazo ao clube carioca: 'Posso esperar até o dia 20'

Jorge Jesus assistiu ao confronto entre Talleres x Flamengo ao lado do jornalista Renato Maurício Prado, que o entrevistou para sua coluna no UOL


Jorge Jesus quer voltar ao Flamengo. Essa foi a revelação do treinador em papo com o jornalista Renato Maurício Prado. E o Mister deu um prazo ao clube carioca: o dia 20 de maio. No entanto, deixou claro que um retorno não depende só dele.

Toda a conversa foi reproduzida pelo jornalista, que assistiu ao jogo do Flamengo contra o Talleres ao lado do português. Em sua coluna no UOL, revelou o papo que teve com o treinador.

"Quero voltar, sim. Mas não depende só de mim. Posso esperar até pelo menos o dia 20. Depois disso, tenho que decidir minha vida", começou por afirmar, antes de falar sobre os sentimentos que tem pelo clube carioca.

"Esse time ainda mexe comigo. Me incomoda vê-lo em dificuldades. Tenho certeza de que se eu tivesse continuado teríamos conseguido uma longa hegemonia por aqui. Estávamos bem à frente dos demais."

Em 2020, após um 2019 mágico pelo Rubro-Negro, Jorge Jesus, que havia renovado o contrato, aceitou uma proposta do Benfica, clube que já havia dirigido. E a pandemia foi fundamental para a decisão de voltar a Portugal.

"A pandemia me afetou demais. Foi algo absolutamente inesperado e devastador. Fiquei completamente só. Um funcionário deixava a comida na soleira da porta do meu apartamento e saía correndo. Parecia que eu estava vivendo num leprosário. Era muito difícil. Por isso, quando surgiu o convite do presidente do Benfica, um velho amigo, aquela me pareceu a melhor opção. Inclusive para voltar a viver perto da minha família", completou.

Desde então, o Flamengo teve Domènec Torrent, Rogério Ceni, Renato Gaúcho e, agora, Paulo Sousa, no comando. No entanto, a torcida ainda sonha com um retorno do Mister. A volta poderia ter acontecido no final de 2021, quando Marcos Braz e Bruno Spindel, membros da diretoria do clube carioca, foram à Europa em busca de um técnico. E o português abriu o jogo sobre a conversa que teve com a dupla.

"Não. A conversa foi superficial e em momento algum me fizeram um convite ou, ao menos, me perguntaram se eu queria voltar. E aquele era um momento difícil, pois se eu pedisse demissão do Benfica, teria que pagar uma multa de 10 milhões de euros. Por isso, tinha sugerido que só viajassem para Portugal em final de janeiro, quando a situação seria mais fácil para negociar. Mas quiseram ir em dezembro e a sensação que tenho é que, quando me visitaram, já tinham tomado a decisão de contratar o Paulo Sousa. Foram apenas cumprir uma obrigação social."

"Braz e Spindel não me convidaram para voltar em dezembro. Foram ver um jogo do Benfica no camarote do Porto, deram várias entrevistas, criaram uma balbúrdia desnecessária. Se me quisessem mesmo, teriam ido em janeiro, como sugeri, e poderíamos ter nos acertado", finalizou.