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Ucrânia x Rússia: Equipes de esports se manifestam em apoio ao povo ucraniano

Equipes de esports ao redor do mundo mudaram suas fotos de perfil no Twitter para as cores da Ucrânia, em uma forma de prestar solidariedade ao povo do país


Em meio aos conflitos iniciados na madrugada desta quinta-feira (24) com as tensões entre Ucrânia e Rússia, o cenário de esports tem sofrido com algumas consequências. Diversas organizações ao redor do mundo foram às redes sociais se manifestar a respeito dos acontecimentos e demonstraram apoio ao povo ucraniano.

O movimento dentro do cenário de esports começou logo após a Natus Vincere (Na’Vi), uma das organizações mais notórias do Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) e com origem ucraniana, se manifestar em seu Twitter repudiando a ação do governo russo.

“A Rússia atacou a Ucrânia. E agora hostilidades que tiram vidas humanas e destroem locais do nosso país. É impossível que durante esta guerra, a gente finja que está tudo bem. Não está. Estamos devastados. Nosso principal objetivo agora é cuidar da gente, nossos amados e estes que precisam de ajuda. Estamos todos juntos nesta. E juntos vamos superar isso”, comunicou a Na’Vi.

No Brasil, grandes organizações como FURIA, MIBR, Vivo Keyd e muitas outras se solidarizaram com o povo do país invadido nesta quinta-feira. Nos comunicados feitos por meio do perfil oficial do Twitter das organizações, elas demonstram solidariedade ao país.

No exterior, equipes como Ninjas in Pyjamas, G2 Esports e Fnatic também demonstraram solidariedade com o difícil momento que o país da Ucrânia passa.

TENSÃO JÁ AFETA O CENÁRIO COMPETITIVO

O mundo dos esportes eletrônicos já sofre as consequências do conflito entre Ucrânia e Rússia. A norte-americana Team Liquid está acolhendo em seus apartamentos do centro de treinamento da Holanda qualquer jogador, da organização ou não, que não consiga voltar para casa devido aos conflitos..

A equipe de Counter-Strike da Imperial, que acaba de contratar o elenco formado pelo projeto "The Last Dance", junto do MIBR anunciou que está deixando a Polônia já nesta quinta (24) em direção ao Brasil.

A Natus Vincere, a melhor equipe de CS:GO da atualidade, pode sofrer diretamente os efeitos do conflito, já que possui atletas da Rússia e Ucrânia, incluindo s1mple. Apontado como o melhor jogador da atualidade, o ucraniano se enquadra no perfil de reservistas convocados pelo exército do seu país para agir em caso de necessidade.

O CONFLITO ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA

Nas primeiras horas desta quinta-feira (24), após a autorização do presidente Vladimir Putin, começou uma grande ação militar da Rússia sobre solo ucraniano na região de Dombas. Trata-se de um capítulo capital de uma situação que se agravou nos últimos dias entre os dois países.

A crise remete ao fim da União Soviética no final de 1991 e a perda de parte da influência da Rússia na região sobre países que passaram a ser independentes de Moscou. As divergências entre Rússia e Ucrânia tiveram, até então, seu ponto alto em 2014 com a disputa da península da Criméia. Antes uma república autônoma da Ucrânia, a região foi assimilada pela Rússia na época.

Já em dezembro de 2021, 100 mil soldados do exército vermelho foram mobilizados para a fronteira entre os dois países. Em um movimento semelhante ao de 2014, Putin visa a independência das "República Popular de Donetsk" e a "República Popular de Luhansk". O mandatário russo reconhece as regiões fronteiriças como territórios independentes da Ucrânia.

Soma-se à crise do oeste ucraniano a tentativa do país de fazer parte da OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte. A Rússia viu com preocupação a organização formada por potências ocidentais ter um membro fazendo fronteira com seu território.

Veículos internacionais de imprensa confirmam explosões e ataques com mísseis em cidades como Kiev e Kharkiv. Devido a situação, Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia, anunciou estado de lei marcial no país. Com a decisão, leis magnânimas referentes aos direitos pessoais foram substituídas por regras ditadas pelos militares a fim de manter uma coesão nacional.

Fato é que a crise chegou aos mais diferentes setores da sociedade, incluindo a paralisação do futebol na Ucrânia e o pedido de ajuda de atletas brasileiros para deixar o país.