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CBolão | 'Tem sido maravilhoso', diz Schaeppi sobre aproximação com o entretenimento

Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, o narrador do CBLoL fala sobre expandir sua área de atuação com a entrada no entretenimento, o que a parceria entre CBolão e Riot significa para a empresa e mais


“Foi leve e muito especial”, responde Tácio “Schaeppi” ao ser perguntado sobre sua primeira participação no CBolão, campeonato beneficente idealizado pelo streamer Baiano. Consolidando-se como uma das faces do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) e sendo uma das grandes referências de um trabalho de narração técnico, 2021 foi o ano em que o profissional decidiu sair um pouco de sua caixa e começou a explorar um novo mundo: o do entretenimento.

Para quem olha de fora, o último ano de Schaeppi pode ser resumido em sair de sua zona de conforto. Participando de eventos como PlaYlist X2 e o CBolão, além de começar o Combo Podcast, seu próprio programa no formato “mesacast” - que tem sido um divisor de águas em sua carreira - o narrador deixou um pouco de lado todas as suas preocupações com os fatores técnicos da narração e decidiu se aventurar no entretenimento.

“Tem sido maravilhoso, sério. Desde 2013, que foi o ano que entrei no cenário, sempre tive mil ideias, mas eu tinha muito medo de colocar elas no papel muito por autolimitação, eu não me permitia começar coisas que não fossem maravilhosas, que tivessem um mega investimento [...] Na minha cabeça, sempre me cobrei muito, tudo que eu entregasse tinha que ser incrível, mas não é assim”, conta em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

“Sempre tive muitas ideias de criar conteúdo, entregar visões novas ou maneiras novas que o público pudesse me ver, mas nunca fiz. Por isso sempre fiquei muito dependente da Riot pra mostrar o que eu tinha pra entregar, porque eu só fazia os produtos Riot. Eu olhava para os produtos deles e pensava ‘É isso aqui. Isso é um produto que quero entregar, olha o nível de qualidade’”, adiciona.

Desmontar costumes, entender um novo formato de apresentação, se aproximar ainda mais da comunidade e muito mais. Aos poucos, durante o ano de 2021 o narrador passou a dar mais atenção ao entretenimento e deixou para trás opiniões que antes o afastaram desse tipo de produto. A causa? Uma conversa com o próprio idealizador do CBolão, o Baiano.

“Esse ano eu comecei a me aproximar muito dessa questão muito coincidentemente por causa do Baiano. Eu inaugurei o Combo Podcast e até ele ir lá, o público falava que tinha muita crítica de eu ficar falando mal, mas não, eu só tava falando bem desse estilo mais analítico e técnico [...] Depois queele foi lá, eu escutei algumas outras coisas que faziam sentido, porque uma coisa é você ter uma visão e o público meio que reclamando, outra coisa é você ver o cara que é o principal nome do entretenimento no Brasil colocando os pontos dele pra você”, conta o narrador.

“Depois que ele falou lá eu fiquei: ‘Rapaz, isso tem muito sentido’. As pessoas que me acompanham um pouco mais perceberam que, um dia depois daquilo, eu já estava aplicando muitas coisas que ele falou para mim na prática, de entender mais a comunidade, começar a visitar mais as streams, entender mais o que o povo queria e implementei isso um pouco na narração do CBLoL e começou a ficar mais dinâmico para mim. Até que ele me fez o convite para o CBolão”, completa.

A oportunidade para o narrador foi perfeita, não só para aproximá-lo da comunidade na qual esteve inserido a tanto tempo, mas também para mostrar ao público sua outra face longe dos produtos fornecidos pela Riot Games: a face do Tácio.

Em meio a um ambiente totalmente diferente do acostumado, com doses de narração entre momentos descontraídos em clima muito mais leve que o permite mostrar sua “outra face”, o narrador enxerga a oportunidade e sua participação no evento como uma forma de juntar aqueles que gostam tanto do formato disponibilizado pela Riot Games quanto do entretenimento.

“Foi muito legal a comunidade, principalmente a que é muito atrelada ao Baiano e não muito ao CBLoL, ver esse lado. A galera falou ‘Olha isso, o Schaeppi não é sério, não é aquele cara engessado. É um cara engraçado, zoeiro’. Isso estreita ainda mais os laços dos dois lados, é o que eu sempre falei, não é pra brigar, tem espaço para todo mundo. Se você prefere assistir o Baiano acompanhando o CBLoL, vai [...] Todo mundo cresce junto”, observa.

Segundo o narrador, a chance de poder se desprender daquela imagem construída ao longo dos anos em que esteve presente nos produtos da Riot Games tem sido fundamental para que novas portas se abram em sua vida.

“Fazer essa entrega e as pessoas verem esse meu outro lado, não só está me realizando muito como pessoa e como profissional, que eu finalmente estou conseguindo entregar outra coisa para as pessoas que me seguem, também está abrindo muitas portas. Querendo ou não, tudo que eu fiz esse ano tirando o CBLoL, veio do Combo Podcast”.

Pela primeira vez sendo realizado em parceria com a Riot Games, a quarta edição do campeonato fechou ano com chave de ouro ao sagrar a equipe Eternos Protagonistas, de Keio, como campeã. No entanto, não só o evento tem sido uma boa oportunidade para o crescimento da carreira de Schaeppi, como, aos olhos do profissional, também pode ser um grande passo para a empresa em direção à aproximação com sua comunidade.

“A Riot está a cada ano se aproximando ainda mais da comunidade [...] Agora vem essa parceria do CBLoL com o CBolão e fazendo uma coisa inédita. A Riot libera seus casters para evento, mas para fazer a mesma função é muito complicado, justamente para não passar a imagem de que é um produto Riot, justamente pra preservar o que eles construíram”, admite o narrador.

“Mesmo assim eles liberaram a gente para o CBolão. Pra mim isso foi o mais especial de tudo. Foi um gesto carinhoso da Riot, deles trazerem isso para perto e fazer as pessoas se sentirem abraçadas. Foi uma atitude muito legal, carinhosa e muito generosa [...] Eu nunca imaginei que essas coisas poderiam acontecer do jeito que estão acontecendo, sou muito grato por tudo isso”, finaliza.