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Worlds: 'Estamos tranquilos', crava Aegis sobre melhor de cinco contra PEACE

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"Foi incrível", diz Aegis sobre ganhar ao lado de Grevthar, seu melhor amigo (3:51)

O jogador também fala sobre as equipes que mais quer enfrentar no Worlds 2021 (3:51)

O sonho brasileiro de fazer história no Worlds 2021 segue vivo. Mesmo perdendo os últimos três confrontos protagonizados pela equipe, a RED Canids garantiu a quarta colocação no grupo A da competição para avançar às séries melhor de cinco (MD5) que definirão se os brasileiros realmente alcançarão a classificação para a Fase de Grupos. Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, o caçador Aegis falou sobre a experiência e performance do elenco no evento, treinos e como será a série contra a PEACE.

Na última quarta-feira (06), o caçador da Matilha teve a oportunidade de encontrar nos palcos uma de suas maiores inspirações, como o próprio jogador revelou em entrevista anterior ao ESPN Esports Brasil, o caçador da LNG Esports, Tarzan. Foi como matar dois coelhos com uma cajadada só: não só realizou o sonho de ir ao mundial, mas também de enfrentar um de seus ídolos e, segundo Aegis, a experiência foi única.

“Sempre assisti ele jogar desde que ele começou na Griffin, que foi quando eu comecei a jogar LoL. Esse ano eu aprendi bastante assistindo ele jogando. É algo surreal, nunca imaginei que iria jogar contra ele em um palco internacional. Eu não consigo descrever a sensação, mas foi muito divertido pensar no que ele ia fazer e como eu ia responder”, conta o caçador da equipe brasileira.

Para o Worlds 2021, a RED Canids conta com um elenco jovem formado por Guigo, Aegis, Grevthar, Avenger, Titan e Jojo, sendo que a grande maioria destes estão fazendo sua primeira participação no campeonato mundial, com exceção de Titan - que participou do torneio vestindo o manto da KaBuM em 2018.

Frente a frente contra as melhores equipes do mundo, a postura dos jogadores tem se mostrado como uma de gratidão por poder estar vivendo essa experiência. Apesar dos resultados que não foram tão favoráveis para os brasileiros nos dois últimos dias, o caçador afirma que estão buscando tirar o máximo que podem.

“Essa experiência está sendo bem única pra gente. É muito divertido, mas tem muito estresse também, estamos aprendendo a lidar com isso e a absorver o máximo que a gente consegue agora. Apesar dos resultados ruins, ainda estamos confiantes de que conseguimos ir para a Fase de Grupos porque acho que estamos melhorando cada vez mais. Tá sendo bem divertido”, conta Aegis.

A equipe estreou no campeonato com vitória na última terça-feira (05), contra a latino-americana Infinity Esports, e mesmo sofrendo derrota tanto para a LNG Esports quanto para a Hanwha Life, apresentou um bom early game contra as equipes, caindo para as adversárias por conta de problemas no mid game.

PERFORMANCE E PREPARAÇÃO

As dificuldades apresentadas pelos brasileiros preocupam a torcida, mas nunca farão com que o sonho morra. Buscando colocar um sorriso no rosto de cada brasileiro que está torcendo pela equipe no torneio - e também em seus próprios rostos -, a RED Canids tem o pesado fardo de tentar reverter os resultados negativos conquistados pela região nos últimos campeonatos internacionais e está levando as coisas com calma.

“Ainda não conseguimos mostrar um bom jogo lá [no palco], tá faltando muita coisa ainda. Em treinos estamos indo muito bem, tinha muita expectativa para esse grupo aqui. Estou bem tranquilo, ainda não dá pra afirmar se estamos melhores [que os outros times brasileiros]. Se não passarmos para a Fase de Grupos vai ser só mais um time que não conseguiu nada, então tem que fazer história primeiro pra conseguir afirmar essas coisas”, comenta o jogador.

Em questão de treinos, assunto muito delicado quando se fala sobre a ida dos brasileiros para solo internacional, uma vez que sempre acontece de os representantes tupiniquins não conseguirem marcar treinos contra grandes equipes, Aegis garante que a RED Canids está conseguindo treinos bons.

“Estamos treinando na maior parte do tempo contra times do Worlds, da outra chave ou times que já estão na Fase de Grupos. Eu estou surpreso, normalmente falam que não tem scrim contra times do mundial, mas estamos conseguindo arrumar bastante treinos e criar bastante amizade com a galera dos outros times. Está tudo tranquilo pra nós nessa questão”, revela.

Apesar do revés contra a PEACE, e as duas derrotas na quarta, a RED Canids ainda segue classificada para a série melhor de cinco que pode fazê-los avançar para uma segunda série que, em caso de vitória, garante uma vaga para o time brasileiro no evento principal.

GUERRA CONTRA A PEACE

O jogo contra a equipe da Oceania, que serviria como uma espécie de jogo 0 para a série MD5 desta sexta (08), foi um desastre para os brasileiros. “Acho que a gente pecou um pouco na composição, mas a execução também foi muito falha da nossa parte. Era para termos pegado mais vantagem no early game”.

“Pecamos muito no early game, jogamos um pouco devagar e também a composição deles foi muito boa. Todos os nossos campeões tinham um alcance muito pequeno contra o deles e eles tinham campeões muito bons para parar os nossos, por exemplo o Kennen e o Braum. Era difícil lutar e a gente precisava de um snowball no começo do jogo, que era complicado porque eles também ganhavam o early nos skirmishes (pequenas lutas)”, completa o jogador.

Com apenas 24h para se preparar para série contra a PEACE, a RED Canids entra em jogo nesta sexta não só para tentar manter-se viva na disputa por um lugar na Fase de Grupos, mas também para mostrar o quão boa é em séries como essas e tentando mostrar um jogo mais proativo de Aegis e Jojo.

O tempo é curto, mas o jogador não se preocupa tanto, uma vez que a força da RED Canids em melhores de cinco está justamente na adaptação: “A gente se prepara um pouco antes, mas a maior força da nossa MD5 é o quanto conseguimos nos adaptar entre os jogos. Por exemplo, nesse jogo de agora já aprendemos muito e temos muitas opiniões sobre, vamos conversar e chegar em um consenso do melhor jeito da gente jogar. No decorrer da série de amanhã vamos conseguir ajeitar as coisas porque essa é nossa maior força, nenhum time no Brasil tinha chance contra a gente em MD5, sempre estávamos prontos pra qualquer coisa e tinha muita coisa guardada”.

“A gente ainda tem muita coisa guardada, não usamos quase nada nesse Worlds, tem muitas escolhas e estratégias pra gente usar que ainda não usamos. Então estamos tranquilos para a MD5”, adiciona.

O próximo compromisso da Matilha no Worlds 2021 é decisivo, contra a equipe da Oceania apenas a vitória importa. Os brasileiros entram em campo a partir das 13h, onde disputarão contra a PEACE o avanço para a série que dará uma vaga à grande vencedora no evento principal. As transmissões dos jogos ficam por conta dos canais oficiais da Riot Games.