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Time de CSGO da INTZ fala sobre isolamento em sede da organização

Equipe de CSGO está em quarentena na seda da organização Divulgação/CBCS

Dentre as tantas medidas que times e empresas de esports vêm tomando para conter o surto de coronavírus no Brasil, a INTZ se destacou por ter sido uma das primeiras organizações a anunciarem mudanças drásticas em sua rotina. No início da semana passada, os Intrépidos publicaram uma nota oficial explicando os novos procedimentos.

Atualmente, os trabalhos na própria sede dos Intrépidos estão suspensos. Tanto a equipe operacional como o staff foram liberados. A maior parte dos times competitivos da INTZ, que já estavam no modelo de gaming office, não pisa mais no CT. Os únicos a permanecerem por lá foram os jogadores de Counter-Strike: Global Offensive.

“Nós do time queríamos continuar aqui treinando, levando a rotina diária”, explicou o jogador Guto, em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil. “A nossa decisão foi em conjunto com a INTZ e, sim, tivemos total liberdade em expor nossa visão.”

Co-fundador da INTZ, Lucas Simon informou que a organização levou em conta as primeiras medidas tomadas tanto pelo Governo como pela Prefeitura de São Paulo no início da semana passada para anunciar a decisão.

Ainda assim, “a gente já tinha conversado e estudado bastante o tema conversando com profissionais de saúde, inclusive os que trabalham na INTZ, para ver a melhor forma [de tomar as medidas de quarentena]. É uma soma dos dois pontos”, comentou Lucas.

A QUARENTENA

O time recém-formado e que iria estrear no Campeonato Brasileiro de Counter-Strike (CBCS) na semana passada está utilizando os dormitórios de forma isolada.

A quarentena não vem sendo algo tão árduo para os os pro players. “Estamos tranquilos”, respondeu Guto. Estamos nos cuidando, limpando sempre as mãos e não saindo na rua. Só em caso de real necessidade e usando sempre álcool em gel.”

Diante de toda a preocupação que a pandemia do novo coronavírus está causando, engana-se, porém, que a decisão foi difícil de ser aceita pelas famílias dos jogadores.

“Passar a informação para minha família foi bem tranquilo”, assegurou Guto. “Eles conhecem a INTZ e me apoiam muito. Então disse que continuaria aqui e treinaria normalmente. Pedi para se cuidarem e evitarem sair na rua ao máximo, principalmente porque meus avós são do grupo de risco.”

O apelo de Guto, por sua vez, não é apenas para a família. Na visão dele, é papel dos jogadores profissionais de esports também levantarem a bandeira de prevenção ao covid-19 para evitar um quadro pior de saúde pública no Brasil.

“Como pro player, enxergo que todos deveriam informar em suas redes sociais o máximo de informações que ajude seus fãs e pessoas que o seguem a se cuidar, a levarem a sério, o que está acontecendo, para que todos possamos evitar a propagação do corona.”

AS MEDIDAS DA INTZ

Procurado pela reportagem para comentar sobre as medidas adotadas pela INTZ, o co-fundador Lucas Simon explicou que a organização seguirá arcando com as despesas dos contratados normalmente conforme as regras de CLT. E não só quem está trabalhando home office como é o caso do staff.

“Quem é parte operacional continua recebendo o seu salário normalmente como julga a CLT”, esclareceu. Enquadram-se nesse caso “toda a parte de limpeza e de cozinha. Toda a equipe que faz o centro de treinamento funcionar”.

Lucas ainda comentou que a organização está de olho em medidas que possam vir a serem decretadas pela esfera governamental e que ajudem a lidar com o aspecto financeiro. “Existem alguns estudos sendo feitos para que o governo arque com esse salário durante um período. A gente vai adotar desde que não influencie na vida pessoal desses profissionais. É o mínimo que uma empresa pode fazer.”

No mais, o discurso da INTZ nas palavras de Lucas prevalece em meio aos cenários que o país vive a cada dia com o surto de coronavírus pelo Brasil todo. “O maior ponto é a saúde de todo mundo envolvido no clube.”