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Veja as medidas tomadas por times e empresas de esports durante a pandemia de coronavírus

Em prevenção ao Coronavírus, o atirador brTT jogou o CBLoL com máscara no último final de semana Riot Games Brasil

A pandemia de coronavírus segue obrigando as esferas governamentais a terem que tomar medidas de precaução para evitar que os números de infectados aumentem no país.

Até as 11h05, do horário de Brasília, desta quinta-feira (19), foram confirmados 533 infectados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) em 20 estados e no Distrito Federal. Cinco mortes já foram informadas em decorrência desse vírus.

Desde o início da semana, tanto o Governo de São Paulo como a Prefeitura acabaram por anunciar mais medidas cautelares, sendo que o prefeito Bruno Covas chegou até mesmo a decretar estado de emergência na cidade.

O ESPN Esports Brasil verificou quais foram as medidas tomadas por times e empresas desde segunda-feira (16), quando três torneios presenciais na capital paulista foram suspensos no mesmo dia. A cidade de São Paulo é o principal berço dos esports no país.

AS ORGANIZAÇÕES

As organizações de esports vieram a público para divulgar medidas tomadas na rotina de suas respectivas equipes e staff para combater o novo coronavírus. Como foi o caso da INTZ, que tem um centro de treinamento que tem mais de 70 funcionários circulando entre os espaços entre jogadores, comissão técnica, staff e operacional.

Em nota oficial, os Intrépidos anunciaram “mudanças drásticas”, sendo que "a equipe operacional será liberada de suas funções até novas atualizações sobre o vírus e precauções. Já toda a staff trabalhará no modelo home office".

A organização conta com cinco times de modalidades diferentes. Nada mudou para os pro players de League of Legends, afinal, eles já treinam no sistema home office desde o início do ano. As equipes de Rainbow Six Siege, Free Fire e Fortnite “voltarão às suas residências para treinamentos remotos”.

O único time a permanecer no CT da INTZ foi o de CSGO. Os jogadores usarão “os dormitórios remanescentes de maneira isolada, sendo os únicos em atividade na estrutura". Flamengo e Team oNe tomaram cautela semelhante em função de ambas as organizações terem suas gaming offices localizadas em shoppings. As atividades internas e esportivas foram suspensas por tempo indeterminado. As equipes irão aguardar novo posicionamento do Ministério da Saúde para qualquer mudança desse quadro. O Twitter da T1, de quebra, postou uma thread com medidas preventivas para evitar a propagação do covid-19.

A Black Dragons foi outra organização que investiu na comunicação em como se prevenir do novo coronavírus. As dicas foram com base no que o Ministério da Saúde já adverte em meio a pandemia.

Em contato com a reportagem do ESPN Esports Brasil, o sócio-fundador Pings esclareceu que a BD já tomou todas as medidas necessárias para cuidar dos seus pro players e membros de staff. A organização conta com times de R6, CSGO e Free Fire, sendo que todos estão já no regime de gaming house na cidade de São Paulo.

Os meninos de R6 foram liberados, mas, segundo Pings, “estamos ajudando o [coach] sSeiiya, pois ele não tem como voltar para casa”. O técnico, inclusive, chegou a postar no Twitter que a tentativa de comprar passagem de volta para Porto Alegre-RS não foi possível já que “as viagens para esse destino se encontram comprometidas e não estarão habilitadas nos próximos 30 dias”, segundo o comunicado publicado no site o qual tentara comprar o bilhete de ida.

O time de CSGO também foi liberado, “porém, algumas das meninas querem ficar na GH para não ter risco de passar para a família.” E, por fim, “nosso time de Free Fire foi convidado por nós para vir passar as férias do campeonato na nossa casa no litoral onde é mais seguro e o risco é menor.”

paiN Gaming, Falkol e PRG também foram outras organizações que saíram do sistema de gaming house e adotaram o trabalho home office até a situação se estabilizar novamente.

OS CAMPEONATOS

A primeira empresa a anunciar a suspensão dos seus campeonatos e produtos foi a Riot Games. No início da tarde de segunda-feira (16), foram confirmados os adiamentos de Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL), Circuito Desafiante (CD) e Depois do Nexus (DDN) por, a princípio, 15 dias.

Líder de Esports da desenvolvedora no Brasil, o rioter Cacophonie chegou a comentar que há avaliações internas para que o CBLoL seja operado de forma online, assim como ocorre com o Circuitão, mas a Riot preferiu “adotar medidas mais cautelosas neste momento e avaliar flexibilizá-las no futuro, caso seja possível e responsável”.

Dessa forma, a suspensão afetará as semanas 7 e 8 do CBLoL, que estavam previstas para os dias 21 e 22 e 28 e 29 de março.

Para lidar com o vazio do calendário, a Riot pretende buscar “formas de manter a geração de conteúdo de forma segura para todos os envolvidos, para continuar entregando conteúdos e informações sobre Esports nas próximas semanas”.

Logo depois foi a vez de a BBL seguir o mesmo passo e anunciar a suspensão do Clutch, um dos campeonatos mais importantes de Counter-Strike: Global Offensive do Brasil. As partidas que estavam previstos para aquela mesma segunda-feira (16) e para esta quarta-feira (18) foram suspensas ainda sem datas novas de remarcação. Até o momento, a organização do torneio ainda não falou nada sobre as rodadas da semana que vem.

Um dia depois de ter adiado o Clutch, mas ainda com as operações internas seguindo normalmente com medidas cautelares reforçadas, a BBL anunciou que “passará a priorizar o trabalho em regime home office”.

Por fim, o Campeonato Brasileiro de Counter-Strike (CBCS) foi o terceiro e último anúncio do início da semana a confirmar a suspensão das operações. O torneio teria início nessa quinta-feira (19). O comunicado oficial, porém, não comentou sobre previsão de retorno. A decisão será tomada quando “for seguro para todos”.

Já na terça-feira (17), foi a vez da comunidade de Rainbow Six Siege também ser afetada pelo coronavírus. Isso porque as finais presenciais da 11ª temporada da Pro League de Rainbow Six Siege foram canceladas em decisão tomada por Ubisoft e ESL.

Dessa forma, a premiação total do evento que seria distribuída no mundial será repartida igualmente entre as quatro regiões do torneio.

Ainda assim, a etapa regional, que sempre foi disputada de forma online, foi mantida dentro do calendário já estabelecido. No Brasil, a operação, que é realizada na sede da BBL, retornará na próxima terça-feira (24), a partir das 19h, no horário de Brasília.