<
>

Com 'CS na veia', Bravos nasce com a missão de fomentar o futuro do esport brasileiro

Bravos ingressou no CS contratando a formação que vinha atuando pelo Rufus Divulgação / Bravos

Oportunidade de mercado. É desta forma que um dos sócios-fundadores da Bravos, Rodolfo Blecker, resume a entrada da organização no Counter-Strike: Global Offensive após a aquisição da formação que vinha defendendo o Rufus, o antigo "time B" da Red Canids Kalunga.

“Sempre acompanhamos o mercado e tivemos o interesse em entrar no cenário. Como surgiu a oportunidade de comprar uma line que obteve ótimos resultados ano passado e estará brigando frente a frente com as grandes organizações do Brasil, assumimos este desafio e criamos a Bravos Gaming", contou Blecker ao ESPN Esports Brasil.

Apesar de nova, Bravos é uma organização que nasceu com o CS na veia. Praticamente todos os nomes por trás do clube possuem história no jogo, especialmente Blecker, mais conhecido como Mumu e que já passou por importantes times dentro e fora do País, como 100 Thieves. Outra figura importante é o ex-MIBR Lance, o diretor de esports da organização. Bruno Ferraro, Renato Cury - ambos da agência Ideia Um -, e Flavio Lambert, da Hands Up, são os outros sócios.

“Tive a sorte ou honra de acompanhar todas as coisas que aconteceram com Luminosity e SK. Vi o crescimento e estruturação deles, o que me dá um background bem legal para o projeto. Sempre tive em mente que se conseguirmos aproveitar a oportunidade de dar estrutura a jogadores de grande potencial, vamos crescer rapidamente e obter ótimos resultados", apontou.

O objetivo da Bravos no cenário, de acordo com Blecker, será fomentar o competitivo buscando “jogadores ou times que estão em ascensão e possam render frutos no futuro” ao invés de contratar equipes “prontas”.

O executivo revelou que depois que a Bravos foi anunciada, “mesmo com a organização recém-criada, um pessoal já nos procurou e está sendo muito bom para entender como o esport está estruturado no Brasil. O cenário nacional mostra que, com o mínimo de incentivo, nossos atletas têm grande potencial para prosperar”.

Com o projeto no Counter-Strike já iniciado, os futuros investimentos da Bravos serão voltados para Free Fire, Rainbow Six e os simuladores de futebol Fifa ou PES, modalidades estas que segundo o executivo chamam a atenção dele e dos outros sócios.

"O plano de expansão da Bravos se resume em nosso time de CS iniciando na Clutch e, com tudo funcionando nos conformes, vamos começar a olhar para outros cenários buscando times de menor expressão mas que tenham condições de chegar na elite. Estamos olhando para Free Fire, Rainbow Six e até mesmo as modalidades de console como Fifa", revelou ao ESPN Esports Brasil.

A intenção do clube, de acordo com Blecker, é que "para o próximo semestre a gente já tenha duas modalidades com projetos estruturados. Se até o final do Clutch conseguirmos cumprir nossos objetivos no CS, vamos abrir as nossas portas e o Rainbow Six é um jogo que nos interessa muito pelo formato dos campeonatos e pelo fato da empresa olhar para o jogo, para os atletas e dar uma estrutura".

Mas o executivo deixou claro que a Bravos "só vai entrar nos projetos que conseguir cumprir 100% do que é preciso para sair do papel" já que a organização não quer ficar somente nas promessas. Ainda segundo Blecker, é "desejo do clube dar toda estrutura necessária para as equipes que o representarem, assim como está sendo feito com a equipe de CSGO.

O sócio-fundador da Bravos falou também sobre como a organização enxerga o League of Legends: "Um plano futuro, por ser a modalidade mais complexa de estruturar. Mas, sem dúvida, temos interesse por saber da grandeza do jogo e a grande base de fãs que possui".