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Mundial de LoL: Damonte, da Clutch, avalia Fase de Entrada e projeta bom desempenho do NA na Fase de Grupos

Clutch Gaming vence Royal Youth e está na Fase de Grupos do Mundial 2019 Riot Games

A Clutch Gaming garantiu sua vaga na Fase de Grupos do Mundial de LoL nesta segunda-feira (7), após vencer os turcos da Royal Youth por 3 a 0 na eliminatória da Fase de Entrada. É a primeira vez que o time representará a LCS no Mundial, após três splits parando no meio do caminho.

“Eu achava que seria um 3 a 1” admite, em entrevista pós-jogo, Damonte, mid laner da equipe norte-americana. “No histórico da Clutch, ao longo deste ano, sempre perdemos ao menos um jogo. Eu fiquei um pouco surpreso que vencemos por 3 a 0, mas acho que é o momento perfeito para conquistarmos uma vitória assim”, avalia.

O jogador disse ainda que a série que garantiu o espaço na fase regular mostrou que o time “cresceu muito”, como grupo e individualmente. “Todos os jogadores estão felizes com o próprio trabalho”, diz.

“Há zero pressão sobre a Clutch Gaming”, crava o jogador. “Somos o terceiro seed [da LCS], e acredito que podemos ir bem para passar pela Fase de Grupos. Eu acho que, para o nosso time, seria bom ir para o Grupo C. Ainda seríamos azarões, como fomos em todo o split passado”, comenta, arriscando uma ida para o grupo com Fnatic, Royal Never Give Up e SKT.

CLUTCH NA FASE DE ENTRADA

Damonte crê que a primeira fase do Mundial teve um papel importante para a Clutch em 2019. “Acho que a Fase de Entrada foi bem melhor do que tudo que já vi no passado”, admite.

“Perdemos alguns jogos e ficamos expostos a algumas escolhas de campeões que não tínhamos visto nos Estados Unidos. Foi bom para nós, abriu nossa cabeça em relação ao League of Legends e a todas as formas que já jogamos desde sempre”, comenta o mid laner.

Damonte deu ainda suas opiniões sobre o representante brasileiro, Flamengo, e a própria adversária Royal Youth. “O Flamengo jogou muito bem nas scrims contra nós. Todos os times contra quem treinamos para essa Fase de Entrada tiveram um alto nível”, conta.

“É uma pena que esses dois times [Flamengo e Royal Youth] tenham caído em um grupo com a DAMWON Gaming. Se eles estivessem em outros grupos, certamente ficariam com a segunda vaga, ao menos. Eles têm jogadores muito fortes individualmente, e espero que não desistam, porque podemos vê-los no Worlds ano que vem novamente”, diz Damonte.

FASE DE GRUPOS

Sobre suas expectativas com relação ao campeonato como um todo, o norte-americano aposta na Europa, afirmando que a região tem chance de ir “bem longe”.

“Em relação aos Estados Unidos, acredito em todos os três times que estão aqui”, diz, referindo-se à Cloud9 e à Team Liquid, além da Clutch. “Seria incrível todos os três avançarem às semifinais, porque provaríamos que o NA não é uma piada, como muitos acham. É uma das primeiras vezes, na minha opinião, que nossa região manda três equipes, e as três estão jogando em alto nível”, opina.

Damonte assume, sem rodeios, que espera enfrentar no Mundial um jogador: Faker. “Acho que a resposta para esse caso é óbvia”, diz, aos risos, ao assumir querer enfrentar a lenda sul-coreana. “É o jogador que eu acompanho desde que comecei a jogar League of Legends. Quero provar meu valor contra ele”, crava.


O Mundial de League of Legends terá a última decisão da Fase de Entrada ocorrendo nesta terça-feira (8), em que os dois últimos times na Fase de Grupos serão definidos, junto ao sorteio final dos grupos. A Fase de Grupos começará no próximo sábado (12).

*A jornalista viajou a Berlim a convite da Riot Games